Rejeição de PT e PSB a Marília Arraes pode levá-la á candidatura avulsa ou ao palanque de Raquel Lyra
- Jason Lagos
- 10 de mar.
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Marília Arraes lidera as pesquisas isoladamente, com mais de dez pontos à frente de Humberto Costa
A persistente indefinição para formação das chapas ao governo de Pernambuco ganhou um novo capítulo após reunião entre o senador Humberto Costa (PT-PE) e os presidentes do PSB, João Campos, e do PT, Edinho Silva, na qual eles definiram que farão o que for possível para evitar que haja mais de duas candidaturas ao Senado no campo político deles.
“Nós não temos condição de participar de um processo que tenha três candidaturas ao Senado. A disputa do Senado é a maior prioridade do PT aqui em Pernambuco em particular, e nós queremos garantir a eleição de um senador do PT. Se nós formos para uma disputa com três nomes, isso divide os votos do campo progressista e, portanto, não há hipótese de o PT participar de um processo desta forma”, declarou Humberto Costa sobre a reunião em entrevista coletiva após uma agenda no município de Buenos Aires, na Zona da Mata pernambucana, no domingo, 8.
Atualmente, Costa é o único nome confirmado para uma das duas vagas ao Senado na chapa de João Campos, que é também prefeito da capital, Recife, e lidera as pesquisas de intenção de votos ao governo. A reeleição de Humberto Costa ao Senado é uma prioridade declarada do PT no Estado e sua presença na chapa de Campos é um pedido do partido e do próprio presidente Lula.
Marília lidera as pesquisas isoladamente, com mais de dez pontos à frente de Humberto Costa, que empata tecnicamente no segundo lugar com alguns dos outros nomes, mas a sua presença na chapa desagradaria João Campos, segundo interlocutores do prefeito, que dizem que ele acredita que “pegaria mal” uma parceria com a prima após os dois terem se enfrentado pela prefeitura do Recife em 2020.
A situação chegou a levar Marília a fazer um acordo para desistir do Senado e disputar uma vaga de deputada federal, mas seu desempenho superior nas pesquisas a fez voltar atrás e seguir no caminho por uma cadeira no Senado.
Já fora do Solidariedade, partido no qual ficou nos últimos quatro anos, e aguardando a data de sua filiação ao PDT, o que deve ocorrer na primeira quinzena de março, Marília tem o aval do presidente do partido, Carlos Lupi, para seguir na disputa ao Senado. “É candidata ao Senado, decidido. Não tem volta”, disse Lupi para a revista VEJA ao ser questionado sobre o assunto.
Veículos de imprensa de Pernambuco locais passaram a considerar uma possibilidade de Marília disputar o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), visto que o PDT declarou que pode mudar de lado, passando para o lado de Raquel Lyra, caso não tenha espaço na chapa de Campos.
Esta semana, o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, promove uma rodada de conversas políticas na capital pernambucana. Lupi pretende se reunir com a governadora Raquel Lyra (PSD), com o prefeito João Campos(PSB) e com o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (PSDB), para discutir o cenário das eleições deste ano.
A avaliação feita no meio político é que a ex-deputada dificilmente terá espaço na chapa majoritária que tende a ser liderada por João, o que abre margem para a construção de outros entendimentos políticos no Estado, o que inclui a possibilidade de aliança com a governadora Raquel Lyra.
No último final de semana Marília esteve no Rio de Janeiro e cumpriu agenda com o presidente nacional do PDT. O encontro, além de alinhar as estratégias para sua entrada no partido, também serviu para que Carlos Lupi desembarque em Pernambuco atualizado sobre o cenário eleitoral.
Caso Marília venha a disputar o Senado na chapa da governadora, ela pode ter como companheiro de chapa o ministro Sílvio Costa Filho (Republicanos). Raquel e Silvinho demonstraram, nesta segunda-feira (09) estarem bastante entrosados, durante a entrega de equipamentos ao APM Terminals, no Complexo Industrial Portuário de Suape.
Créditos: Revista Veja e Blog Cenário



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