Raquel poderá indicar Miguel e Da Fonte para o Senado, ou montar chapa com Túlio Gadêlha e Fernando Dueire
- Jason Lagos
- há 3 dias
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Raquel Lyra viverá os momentos finais sobre a formação das chapas majoritárias após a Festa de São João
A politica de Pernambuco, que girou nos últimos meses em torno da consolidação das candidaturas a governador do ex-prefeito do Recife, João Campos, e da reeleição da governadora Raquel Lyra viverá os momentos finais sobre a formação das chapas majoritárias após a Festa de São João.
À medida que o prazo final se aproxima, tudo que estava encoberto ou mantido em off, como os políticos aprenderam a trabalhar em tempo de redes sociais, onde quase nada pode ser mantido em segredo, começa a aflorar de uma só vez.
Na Federação, a disputa intestina entre Miguel e Eduardo da Fonte pela vaga do Senado, que estava restrita a amuos de bastidores, ganhou as ruas.
Já no PL, o partido oficial da direita bolsonarista, o clima tem tudo para esquentar. Na sexta-feira passada veio à tona a luta intestina entre o presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira, e o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, que deixou o partido para se filiar ao Podemos por não ter contado com o apoio de Anderson para disputar o Senado, como pretendia.
O ex-ministro afirmou que “um candidato olímpico a governador, como se está falando em colocar, só vai prejudicar Flávio (Bolsonaro)”. E conclui: “esse candidato só vai servir para ajudar o PSB e o PT, e é preciso saber quem está apostando nisso na direita pernambucana.”
Se for ouvido, ele pretende defender um nome forte para o Senado, e não um candidato a governador “que vai reunir uns 30 gatos pingados e fazer Flávio passar vergonha”. E cravou “com os nomes que estão sendo cogitados para governador, a direita vai de Raquel”.
Na Federação, se for considerada apenas a frieza dos números, Eduardo da Fonte será o escolhido. Ele tem na executiva estadual cinco membros, enquanto Miguel Coelhos só tem dois. Eduardo da Fonte tem tanta segurança que será candidato ao Senado que já contratou até marqueteiro para a campanha.
Se a disputa entre Miguel e Dudu for para a nacional, como prevê o estatuto, a decisão da executiva estadual só poderá ser derrubada, também conforme o estatuto, se o presidente Antonio Rueda (União Brasil) e o vice Ciro Nogueira (PP) concordarem. Mesmo que Rueda pretenda apoiar Miguel, teria que convencer Ciro, o que é considerado muito difícil.
Tanto a decisão do PL quanto a da Federação União Progressista interessam ao entorno da governadora Raquel Lyra. Se o PL escolher ter candidato a governador mesmo olímpico, como fala Gilson, pode, junto com o candidato a governador pelo PSOL, jornalista Ivan Moraes, provocar um segundo turno, o que não é interessante para quem está na frente das pesquisas com chance de vencer no primeiro turno.
No que se refere ao imbróglio estabelecido dentro da Federação, assessores da governadora defendem que ela se mantenha distante da disputa, como pretende fazer a própria direção nacional do colegiado.
Nos bastidores políticos, se cogita a possibilidade dela indicar os dois, Miguel e Eduardo, para as duas vagas do Senado, mas uma fonte palaciana informou ao Blog Dellas que essa possibilidade não existe. Está certo que Priscila Krause continuará vice e Túlio Gadelha como candidato ao Senado, pois representa os votos que Raquel terá casados com o presidente Lula. O segundo nome pode, seja qual for o escolhido, se beneficiar dos votos da direita.
A equação está lançada. Se o caldo entornar por completo, o nome que a governadora tem para completar a chapa, segundo apurou o Blog Dellas, é o do senador Fernando Dueire, apoiado hoje por mais de 100 prefeitos.
Créditos: Blog Dellas




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