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PL vê Michelle extrapolar limites ao expor atrito com Flávio Bolsonaro

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 14 minutos
  • 3 min de leitura

Aliados aconselharam Flávio a ter "cabeça fria" e a não reagir à ex-primeira-dama de forma intempestiva


Integrantes do PL (Partido Liberal) dizem que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro vem buscando um protagonismo que não cabe neste momento. Apesar de reconhecerem sua importância para o projeto do partido com mulheres e evangélicos, integrantes da sigla ouvidos pela CNN avaliam que ela extrapolou os limites ao expor atritos com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por divergências sobre alianças no Ceará.


Dirigentes da legenda, sob reserva, afirmam que Michelle defende um preciosismo ideológico que não vence eleição. E afirmam que todas as construções de alianças foram autorizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que vê na vitória do primogênito a sua chance de deixar a prisão e anular a condenação por crimes relacionados a uma tentativa de golpe de Estado.


Outro ponto de irritação entre integrantes do partido é o fato de Michelle, na avaliação deles, ter sugerido que a decisão do PL, da qual ela é crítica, passa por uma questão de gênero, limitando o espaço das mulheres.


Em aproximadamente 26 minutos de fala, em duas postagens nas redes sociais nesta quarta-feira (24), Michelle discorreu sobre uma série de situações e, especialmente, sobre as articulações estaduais do PL no Ceará, onde a sigla fechou apoio a Ciro Gomes (PSDB-CE), que disputará o governo do Estado.


Michelle defende o apoio ao senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo do Ceará. Também quer lançar a deputada federal Priscila Costa (PL) a uma vaga no Senado, enquanto o presidente do PL no Ceará, deputado federal André Fernandes, quer lançar o pai, o deputado estadual Alcides Fernandes.


A ex-primeira-dama disse que, em princípio, não foi procurada nem por Flávio nem pelos outros filhos de Bolsonaro. E detalhou que ligou para o senador, mas não foi atendida. Segundo contou, o primogênito do clã Bolsonaro só retornou a ligação após ela fazer uma publicação nas redes sociais.


"Mas sinceramente, para falar o que ele [Flávio] me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone e eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem."


A ordem no PL é cautela e paciência para contornar a crise com Michelle. Aliados aconselharam Flávio a ter "cabeça fria" e a não reagir à ex-primeira-dama de forma intempestiva para evitar desgaste com o eleitorado feminino e evangélico.


O senador respondeu na noite desta quarta-feira (24) às acusações da madrasta de que teria sido desrespeitada e humilhada durante uma ligação telefônica. Em suas redes sociais, o pré-candidato pediu desculpas pública à esposa do pai e disse que está “de coração aberto” para ela.


“Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas”, escreveu Flávio. “Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil”, afirmou.


“Toda nossa família está passando por um momento muito difícil. E entendo a angústia da Michelle vendo meu pai, todos os dias, sofrendo com tamanha injustiça”, acrescentou.


Em suas redes, Flávio disse que tentou ligar para a madrasta pela manhã e convidá-la para uma reunião com lideranças femininas do PL, mas não obteve retorno.


"Eu mesmo fiz questão de ligar para Michelle e convidá-la, pessoalmente. Fiz mais um gesto não correspondido. Não atendeu. Deixei mensagem. Também não retornou. Para minha surpresa, na tarde de hoje ela publicou o vídeo", escreveu o senador. "O convite segue de pé e o coração segue aberto, pois temos um Brasil para tirar das mãos do PT."


O senador terminou fazendo um apelo pela união da direita contra o PT (Partido dos Trabalhadores) nas eleições de 2026.


"O Brasil precisa de maturidade, serenidade e unidade. Vamos concentrar nossas energias naquilo que realmente importa: construir um futuro melhor para todos os brasileiros!"



Créditos: CNN Brasil

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