Raquel Lyra precisa da Federação União Progressista para igualar o tempo de TV de João Campos
- Jason Lagos
- 13 de abr.
- 3 min de leitura

Se mantiver a Federação ao seu lado, Raquel Lyra contará com o tempo correspondente a 205 deputados
Decidida a manter seu palanque politicamente equilibrado para enfrentar o ex-prefeito João Campos, que formou uma chapa esquerdista, a governadora Raquel Lyra vai deixar de contar com o tempo de TV do Partido Liberal, que em Pernambuco disputará em faixa própria a eleição.
Sem candidato a governador, o PL vai ser representado pela candidatura avulsa a senador do ex-prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, e pelas chapas de deputados federais e estaduais.
O tempo de TV do PL, que não terá candidato a governador, será o correspondente a 99 deputados. Normalmente nesses casos, esse tempo é dividido, de forma equilibrada, entre os candidatos a governador registrados na Justiça Eleitoral. Ou seja, todos serão beneficiados individualmente.
A escolha da governadora em não coligar com o PL se dá em função de Pernambuco ser a terra natal do presidente Lula, que desenvolveu com a gestãoi estadual muitas parcerias. Mas haverá um preço a pagar.
Este preço significa o esforço que Raquel precisa fazer a partir de agora para manter a seu lado a Federação União Progressista, que uniu o PP e o União Brasil, partidos que, juntos, têm hoje a maior bancada federal do país com 106 deputados.
A legislação eleitoral atual determina que o tempo de TV dos candidatos majoritários será sempre correspondente ao número de deputados que foram eleitos em 2022 por cada uma das legendas que o apoiarem.
Hoje já estão fechados com João Campos a Federação PT/PV/PCdoB, que elegeu 79 deputados federais em 2022, o MDB com 42, o Republicanos com 41, o PDT com 17 e o PSB com 14 um total, portanto de 193 parlamentares.

Com Raquel estão o seu partido, o PSD, que elegeu 42 deputados em 2022, o Podemos com 20, a Federação PSDB/Cidadania com 18, a Federação PRD/Solidariedade com 12 e o Avante com 7 eleitos.
A Federação PP/União Brasil, com 106 deputados, é fundamental na montagem do tempo da governadora. Sem ela, o palanque governista ficaria restrito ao tempo corresponde a 99 deputados. Se mantiver a Federação, Raquel contará com o tempo correspondente a 205 deputados, 12 a mais do que João Campos.
Com o aparecimento da Internet e, sobretudo, das redes sociais, que hoje assumiram posição relevante nas campanhas políticas , alguns partidos deixaram de dar tanto destaque ao tempo das mídias tradicionais mas nas últimas eleições a postura mudou, sobretudo em função da importância que as TVs ainda têm nas casas das famílias brasileiras, assim como pelos comerciais, que são vídeos pequenos que entram no meio da programação da TV aberta, pegando o espectador de surpresa, com alto alcance na formação da opinião pública.
Com o fim da janela partidária no último dia 5, a campanha passa a seguir outros rumos e a discussão sobre o tamanho dos palanques e a capacidade que terão de multiplicar informações ganha destaque.
Em relação a apoios, a governadora Raquel Lyra deve acompanhar com cuidado os passos da Federação União Progressista que acaba de lhe dar um recado, ficando independente na Assembléia. Esta segunda-feira seus 11 deputados se reúnem para tratar da formação das comissões na Alepe mas o apoio a Raquel deve ser também tratado.
Os ouvidos do Palácio do Campo das Princesas estão bem alertas para acompanhar tudo, até porque há um outro componente a ser considerado: o fato do deputado federal Eduardo da Fonte, do PP, e do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, do União Brasil, ambos da Federação, desejarem disputar o Senado, e só há lugar para um deles.
Créditos: Blog Dellas




Comentários