Raquel Lyra filia sete deputados ao PSD e começa pelo Lafepe a afastar os indicados de Eduardo da Fonte
- Jason Lagos
- há 4 horas
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O movimento fortalece a legenda, que até então não contava com nenhum representante na Alepe
A governadora Raquel Lyra realizou na noite desta terça-feira (17) a formação da bancada do PSD na Assembléia Legislativa com a filiação conjunta a seu partido de sete deputados estaduais, entre eles Antonio Moraes, considerado o principal quadro do PP na Alepe, que se afastou do comando do deputado federal Eduardo da Fonte, cotado para ser candidato ao Senado na chapa do prefeito João Campos.
Após a filiação, Moraes explicou sua saída do PP argumentando: “Fiquei todo esse mandato da governadora participando de tudo que o Governo vem realizando no estado, ela sempre me atendeu muito bem e às minhas bases, não tinha porque mudar de lado no momento em que ela vai precisar de todos nós para garantir sua reeleição”.
Ao lado de Antonio Moraes se filiaram ao PSD os deputados Aglaison Victor, do PSB, Débora Almeida e Izaías Regis, do PSDB, Socorro Pimentel, do União Brasil, Joãozinho Tenório, do PRD, e Romero Sales do Solidariedade. Romero tinha compromisso de se filiar ao PP mas desistiu por conta da mudança de rumo do partido.
No momento da filiação, a governadora agradeceu aos novos filiados, dentre os quais ex-deputados e ex-prefeitos que vão se candidatar a deputado estadual e federal, e afirmou que estava ali criando “um espaço de convergência com pessoas de bem, e que está disposta a fortalecer um projeto de Estado para o bem de todos”.
E arrematou: “Estamos aqui demonstrando a nossa unidade, processo que, nos próximos dias, vai continuar”.
Como prometera logo que o deputado Eduardo da Fonte se afastou dela, a governadora começou a afastar da sua administração todas as pessoas indicadas pelo parlamentar. Já foram exonerados Bruno Rodrigues(Ceasa), Plinio Pimentel (Lafepe) e Paulo Nery (Porto do Recife). Todos foram indicados por Eduardo da Fonte, que preside o PP em Pernambuco.
Os presidentes dos conselhos de administração passarão a responder interinamente pelas entidades, até que os novos diretores-presidentes sejam definidos pela gestão estadual.
Segundo informações de bastidores do Palácio, Eduardo da Fonte teria procurado, através de terceiros, ser recebido pela governadora, mas não conseguiu ser incluído em sua agenda. Não está claro ainda se as demissões vão atingir igualmente a direção estadual do PP e também os deputados ainda não filiados ao PSD que se propõem a continuar apoiando a governadora.

Falando ao Blog Dantas Barreto, na noite desta terça-feira, Eduardo da Fonte considerou como decisão precipitada da governadora Raquel Lyra (PSD) exonerar os indicados por seu partido para comandar o Ceasa, Lafepe e Porto do Recife.
Ele garantiu não ter qualquer acordo fechado com o pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos. Além do mais, disse que as exonerações aconteceram na mesma data que o TSE marcou para o dia 26 a homologação da Federação União Progressista.
Questionado sobre a decisão de Raquel, Eduardo respondeu: “O que posso fazer? Todo mundo está conversando com todo mundo. Não tem acordo com João Campos. Mas, coincidentemente, a governadora exonerou o pessoal no dia que o TSE marcou a data para homologar a federação. Estou nesse processo há seis eleições e ninguém vai me pautar sobre o que vou fazer”.
O deputado enfatizou que só falará sobre alianças na condição de presidente da Federação União Progressista. “Não vou mais falar em nome do PP e também não poderia me antecipar sem a federação existir. Como federação, discutiremos sobre o maior tempo de televisão e maior Fundo Eleitoral”, afirmou.
Além dele, a Federação União Progressista tem o presidente do União Brasil, Miguel Coelho, como pré-candidato a senador, que já recebeu convite de Raquel Lyra para se integrar à aliança governista.
Por outro lado, diante da possibilidade de perder Marília Arraes para Raquel Lyra, o prefeito João Campos entrou no circuito para tentar demover a prima da ideia de se aliar à sua adversária. na segunda-feira (16), ele participou de uma conversa com ela na residência de Lula Cabral e lhe ofertou a vaga ao Senado. Marília, por sua vez, terá uma nova conversa com Raquel, que deverá ser determinante para decidir seu rumo político em outubro.
Créditos: Blog Dellas, Blog Dantas Barreto e Blog do Edmar Lyra


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