Raquel Lyra faz opção por Miguel Coelho, mas Eduardo da Fonte não abre mão de candidatura ao Senado
- Jason Lagos
- 8 de jul.
- 3 min de leitura

Miguel Coelho voltou a levantar, nesta terça-feira, a possibilidade de uma candidatura avulsa ao Senado
A reunião em Brasília entre a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e os caciques partidários Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil), que aconteceu na segunda-feira (6) em Brasília, terminou sem definição.
O encontro, articulado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tratou da formação da chapa majoritária em Pernambuco, e ainda deve render novos capítulos na capital federal.
Na conversa, Raquel sinalizou forte preferência pelo ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), que conta com o respaldo de Rueda. Porém, na semana passada, a executiva estadual da Federação União Progressista referendou a indicação do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) para a vaga ao Senado, escolha defendida publicamente por Ciro Nogueira.
Ambos os caciques defenderam suas predileções na conversa com a governadora. Nesse cenário, Kassab, principal fiador político de Raquel, tem atuado como um elemento de mediação. O dirigente opera nos bastidores para garantir que Pernambuco permaneça como uma peça forte e estável no tabuleiro nacional do partido, além de evitar um racha em função da disputa pelo Senado.
Nesta terça-feira (7) o deputado federal Lula da Fonte afirmou que não há como voltar atrás na escolha já feita pela Federação: “Eduardo da Fonte é o nome para o Senado da União Progressista e é hora de união pelo bem de todos”.
Ele explicou que cabe aos dois lados lutar pelo consenso, incluindo o ex-prefeito Miguel Coelho, e espera que a governadora ajude nesse processo. “Faremos o que for possível para que Miguel fique bem e seja atendido na medida do possível”, afirmou.
Segundo uma fonte, no encontro em Brasília, foram citadas algumas formas de contentar Miguel, incluindo a garantia de mais uma vaga no Senado para a Federação, mas Ciro Nogueira teria refutado esta saída no nascedouro, argumentando que isso poderia colocar um membro da Federação contra outro em torno da busca pelo voto, e causaria um problema, não só para o colegiado como para a própria governadora.
O encontro com Ciro e Rueda teve também a presença dos deputados federais Fernando Filho e Eduardo da Fonte, além de André Teixeira, que acompanhou Raquel. A reunião foi realizada durante a noite, e já na madrugada a governadora voltou ao Recife em avião de carreira.
Diante do conflito ainda sem solução na dispuita pela vaga ao Senado no palanque de Raquel, Miguel Coelho voltou a levantar, nesta terça-feira, a possibilidade de lançamento de três candidaturas na chapa da gestora, e afirmou aceitar ser candidato avulso.
Miguel disse não entender o motivo do receio do Partido Progressistas de que ele dispute a eleição para o Senado, lembrando que, de acordo com o estatuto da Federação, nenhum dos dois partidos possui poder de veto.
“Eu defendi isso lá atrás, que os dois fossem os senadores da chapa dela, mas o PP não quis. Agora, se o PP fez uma reavaliação e quer lançar o Eduardo, vamos embora; de forma avulsa ou como for, topo qualquer jogo”, disse o pré-candidato.
Já o deputado estadual Kaio Maniçoba (PP) rebateu a afirmação de Miguel Coelho de que a governadora Raquel Lyra decidirá quem ocupará a vaga da federação União Progressista na chapa de disputa da reeleição.
“Nunca vi um governador dizer para um partido quem ele quer que seja o senador dele. Pelo contrário, as pessoas criam um ambiente, oferecem uma vaga ao partido e o partido oferece uma vaga ao governador. Agora, cabe ao governador aceitar ou não. Nunca houve na história de Pernambuco nenhum governador que fosse para dentro de um partido para dizer qual é o candidato que ele quer. Os partidos sempre oferecem ao governo aquele que a gente quer que represente o nosso partido”, defendeu o parlamentar.
Créditos: Folha PE, Blog Dellas e Blog do Ricardo Antunes




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