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Lulinha e Marcola viram "trunfos" em campanha de Flávio Bolsonaro

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

A estratégia é associar pessoas próximas ao presidente a suspeitas de corrupção e tráfico de influência


A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pretende transformar as investigações que citam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, em uma das principais linhas de ataque ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto.


A estratégia é associar pessoas próximas ao presidente, como o filho e o ex-chefe de gabinete, a suspeitas de corrupção e tráfico de influência para ampliar o desgaste do governo e tentar recuperar entre os eleitores o “sentimento de antipetismo” que marcou outras eleições.


Flávio já incorporou o tema aos discursos, e integrantes da campanha vêm aumentando as críticas. A intenção é manter os casos em evidência ao longo da disputa e explorar novos desdobramentos das investigações.


O senador elevou o tom nesta terça, durante agenda em Belo Horizonte. Flávio acusou Marcola de abrir portas em ministérios para negócios ligados ao filho do presidente e afirmou que tanto o ex-assessor quanto Lulinha serão alvos de sua campanha.


A campanha vê nas investigações uma oportunidade para aumentar a pressão sobre Lula e pretende manter Lulinha e Marcola no centro do discurso contra o governo. A aposta é aproveitar novos desdobramentos das apurações para reforçar a associação do PT a casos de corrupção.


A escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice reforça essa linha de atuação. Relator da CPMI do INSS, o deputado pediu, no relatório final da comissão, o indiciamento de Lulinha por corrupção, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O parecer foi rejeitado pela comissão.


Nesta terça, Gaspar voltou a relacionar as investigações ao Palácio do Planalto. “A corrupção chegou ao gabinete presidencial. Quando nós fizemos o relatório da CPMI, apontamos Lulinha e Roberta Luchsinger como traficantes de influência e corruptos. Levou seis meses para a Polícia Federal descobrir o que nós descobrimos lá atrás”, declarou.


O candidato a vice-presidente também citou Marcola e Swedenberger Barbosa, chefe do gabinete adjunto de Gestão Interna da Presidência. “Gabinete presidencial está sujo com a corrupção. Roubaram o dinheiro dos aposentados e pensionistas. Fizeram viagens, receberam mesada, compraram joias, diamantes. Agora, infelizmente, todo dia uma nova novidade”, disse.


Ao tratar do uso eleitoral dos casos, Alfredo Gaspar afirmou que a campanha pretende apresentá-los como um contraste entre Flávio e Lula no combate à corrupção e ao crime organizado.


Dentre as propostas para essas áreas, o candidato do PL propõe enquadrar facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV) e milícias sob o rótulo de organizações narcoterroristas, sufocar economicamente as facções por meio do rastreamento e do congelamento de recursos financeiros, construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima para isolar chefes de facções, inspirados no modelo de confinamento de El Salvador, eliminação de visitas íntimas, bloqueio total de sinal de celular e implementação de visitas monitoradas para presos de alta periculosidade, criação de 500 mil novas vagas no sistema prisional em quatro anos, em parceria com estados, para zerar o déficit carcerário e extinção do direito à progressão de regime para condenados por crimes hediondos, exigindo o cumprimento integral da pena.



Créditos: Metrópoles

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