Quaest: Sucessor de Romeu Zema patina em MG, enquanto eleitor sinaliza desejo de mudança
- Jason Lagos
- há 15 horas
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Mateus Simões (E) aparece com intenções de voto entre 3% e 5%, distante dos principais concorrentes
A disputa pelo governo de Minas Gerais começa com um entrave para o grupo governista, resumido na dificuldade de transferir o capital político de Romeu Zema para seu sucessor.
A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira (28) indica que o atual governador, Mateus Simões, ainda não conseguiu se consolidar como herdeiro eleitoral, em um cenário marcado por desconhecimento e demanda por mudança no estado.
Simões aparece com intenções de voto entre 3% e 5%, distante dos principais concorrentes. O desempenho ocorre em um momento em que 68% dos eleitores dizem não o conhecer, segundo o levantamento. Ao mesmo tempo, sua rejeição é de 20%, o que limita a margem de crescimento inicial.
O principal ativo do candidato governista é a associação com Zema, que encerrou o mandato com 52% de aprovação. Ainda assim, esse capital não se traduz automaticamente em intenção de voto.
A aprovação de Zema recuou 62% para 52% entre abril de 2024 e o mesmo mês deste ano. Por outro lado, no mesmo período, a desaprovação saiu dos 31% e marcou 41% no ensaio publicado nesta terça. A queda na aprovação foi similar entre o eleitorado feminino e masculino.
Ainda conforme a pesquisa, 49% não desejam que o ex-governador consiga eleger um sucessor, enquanto 42% querem uma sucessão alinhada a Zema.
O quadro impõe um limite estrutural à candidatura de Simões. Mesmo entre os eleitores que aprovam o atual governo, o apoio não é suficiente para garantir maioria, neste momento. Na prática, o candidato depende de ampliar sua visibilidade e converter a aprovação de Zema em voto efetivo.
Enquanto isso, a liderança da corrida permanece com o senador Cleitinho (Republicanos), que varia entre 30% e 37% das intenções de voto. Ele também apresenta um diferencial relevante: 56% de seus eleitores afirmam que o voto é definitivo, o maior índice entre os principais nomes.
Depois de Cleitinho, aparece o ex-prefeito de BH, Alexandre Kalil (PDT), com valores entre 14% e 18% das intenções de voto, seguido pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB), que tem entre 8% e 12%.
A disputa, no entanto, segue aberta. De acordo com Felipe Nunes, 60% dos eleitores mineiros dizem que ainda podem mudar sua escolha até a eleição. O dado reforça que, apesar da vantagem inicial, o cenário ainda depende da capacidade dos candidatos de ganhar conhecimento e consolidar apoio ao longo da campanha.
Créditos: InfoMoney




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