PT pernambucano muda tática eleitoral e agora quer ser ouvido também sobre candidatos ao Senado
- Jason Lagos
- há 2 horas
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O PT prefere uma candidatura mais alinhada a Lula do que a do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho
Acostumado a apoiar candidatos a governador e não ser ouvido sobre os vices e senadores, o PT de Pernambuco mudou de posição em relação à eleição de 2026. Agora o partido quer apoiar um candidato a governador que esteja alinhado com o presidente Lula e seu projeto para o país mas também deseja saber, antes de resolver subir no palanque, se o candidato a vice faz parte da mesma linha definida pela legenda, bem como o segundo candidato ao Senado que será companheiro do senador Humberto Costa.
“Nossa prioridade é Humberto, mas se o outro candidato ao Senado e o vice não tiverem o mesmo compromisso com Lula, na campanha pela reeleição e no futuro Governo, não é conveniente para nós”, declarou ao Blog Dellas o presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras.
A fala coincide com comentários que têm sido frequentes nos meios políticos de que os petistas já teriam feito chegar ao prefeito João Campos que, para celebrar uma aliança, querem ter voz nas demais definições e prefere uma candidatura mais alinhada a Lula do que a do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, pela vinculação da família Coelho com o bolsonarismo.
Foi sabendo dessa restrição a Miguel que o ministro Sílvio Costa Filho se auto intitulou “senador de Lula” e ganhou novos ares na sua disposição para compor a chapa de João Campos, deixando claro, como falou no programa Passando a Limpo da Rádio Jornal do Commércio, que é candidato de Lula, sublinhando: “e João sabe disso”.
Sobre a questão da vice, ainda hoje está atravessada na garganta dos petistas a disputa pela eleição de 2024 quando a sigla apresentou a João Campos o nome do médico Mozart Sales, ex-vereador do Recife, para compor a majoritária e não foi atendida. O prefeito decidiu desincompatibilizar quatro secretários municipais, anunciou que um deles seria seu vice e terminou escolhendo Victor Marques, seu amigo de infância e de colégio, filiado de última hora ao PCdoB.
Se realmente vingar a restrição a Miguel Coelho, o prefeito terá um prejuízo político considerável. Além de ser bem visto pela população, sobretudo do sertão, Miguel passou a ser uma esperança para João Campos de ganhar o tempo de televisão da Federação União Progressista, que juntou o PP e o União Brasil, tem a maior bancada federal do país e com ela o maior tempo de propaganda eleitoral.
Para ter Miguel como candidato ao Senado, João Campos terá também que enfrentar os planos do deputado federal Eduardo da Fonte, que também é pré-candidato ao Senado e é quem preside a Federação no estado e cujo partido, o PP, está na base da governadora Raquel Lyra.
Nesta quinta-feira (29) Dudu reuniu no Recife sua bancada na Assembleia, acrescida dos deputados Franz Hacker, do PSB e Romero Sales, do União Brasil, que vão se filiar ao PP em abril, para discutir as estratégias de atuação na Alepe e na campanha eleitoral, que está antecipada. No encontro também se falou sobre a campanha para o Senado do próprio Eduardo, que deve ganhar corpo público após o carnaval.
Créditos: Blog Dellas

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