PSD libera Raquel Lyra para eventual montagem de palanque com o presidente Lula
- Jason Lagos
- há 2 horas
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É provável que Lula não venha ao Estado no primeiro turno, como aconteceu na eleição de 2022
Conhecido por presidir um partido de centro, com um pé em cada canoa - no governo Lula com três ministérios e no governo Tarcísio de Freitas com secretarias - o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, deu aval para que os governadores apoiem o candidato à presidência de sua preferência.
A fala do dirigente dá o aval para que haja a possibilidade de aliança entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada em entrevista à GloboNews, nesta quinta-feira (29).
Segundo Kassab, não há impedimento legal para que a governadora, que disputará à reeleição em Pernambuco, compartilhe palanque com o petista, caso avalie politicamente conveniente.
Questionado sobre cenários em que candidatos do PSD possam apoiar nomes de outras legendas nos estados, Kassab não mencionou Raquel, mas deixou claro que a legislação eleitoral permite esse tipo de composição. Segundo ele, alianças desse tipo não configuram irregularidade do ponto de vista jurídico.
O PSD conta com três pré-candidatos à presidência, os governadores Ratinho Júnior e Eduardo Leite, do Paraná e Rio Grande do Sul, respectivamente, além do mais recente, Ronaldo Caiado, que deixou o União Brasil e filiou-se à sigla de Kassab na última semana.
Pernambuco tende a oferecer mais de um palanque a Luiz Inácio Lula da Silva. Como defende o grupo ligado ao deputado estadual João Paulo, aliado de Raquel, a ideia é que Lula tenha dois ou até três palanques no Estado.
Além de João Campos, onde o PSB e o PT vivem um acordo nacional, e do PSD com essa aproximação da governadora com o Planalto, outro possível palanque é do pré-candidato ao estado do PSOL, Ivan Moraes.
É provável que Lula não venha ao Estado no primeiro turno, como aconteceu em 2022, quando não visitou nem o Ceará, nem a Paraíba, para não atrapalhar o entendimento com grupos locais.
Em 2006, Lula esteve em dois palanques no Estado, mas, segundo disse Humberto Costa (PT) em entrevista recente, não é bom ter a imagem de Lula em mais de uma candidatura.
Créditos: Humberto Costa



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