PF investiga corrupção em ministério do PT e chega em ex-sócio de Lulinha e ex-nora de Lula
- Jason Lagos
- 13 de nov.
- 2 min de leitura

Dinheiro apreendido nesta quarta durante operação que mira ex-nora de Lula por corrupção no MEC
A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quarta-feira, 12, mandados de busca e apreensão contra Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), investigada da Operação Coffee Break, que apura suspeitas de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos.
A ação foi autorizada pela 1ª Vara Federal de Campinas, que também determinou a apreensão dos passaportes dos investigados. De acordo com a investigação, Carla teria atuado em Brasília para facilitar a liberação de verbas do Ministério da Educação (MEC), comandado pelo petista Camilo Santana, para a Life Tecnologia Educacional.
Entre 2021 e 2024, a empresa recebeu R$ 128 milhões de contratos firmados com as prefeituras de Limeira, Sumaré e Hortolândia. De acordo com a PF, ao menos R$ 50 milhões correspondem a lucro direto obtido com o superfaturamento.
O relatório da investigação aponta um esquema estruturado de corrupção e lavagem de dinheiro, sustentado por empresários, agentes públicos e operadores financeiros.
Segundo o documento, cada peça do kit de robótica era adquiridos por R$ 1 a R$ 5 e revendido por R$ 60 a R$ 80, o que representa margem de lucro de até 3.500%. Parte dos valores era convertida em criptomoedas (stablecoins) ou sacada em espécie para pagamento de propina e compra de bens de luxo, como imóveis e veículos blindados.
De acordo com as apurações, André Mariano, dono da Life, contratou Carla Ariane e Kalil Bittar (ex-sócio de Fábio Luiz Lula da Silva) para obter vantagens junto ao governo federal. No material apreendido pela PF, o nome de Carla aparece nas anotações de Mariano acompanhado da palavra "Nora".

Carla Ariane (foto) foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Já Kalil Bittar (foto) é irmão de Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio de Atibaia, alvo de investigação na Operação Lava Jato, e foi sócio de Fábio Luiz na Gamecorp.
A PF afirma ainda que Mariano pagava uma "mesada" a Kalil em troca da defesa de seus interesses junto ao governo após a eleição de Lula, em 2022. Essa suspeita é baseada em anotações, conversas extraídas de celular e quebra de sigilo bancário.
Além de Carla e Kalil, André Mariano foi alvo de mandado de prisão.
Créditos: Estadão e R7



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