Após impasses internos, Mendonça Filho pede o cancelamento da federação União Progressista
- Jason Lagos
- há 5 horas
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Aliado da governadora Raquel Lyra, Mendonça defende que a federação apoie a reeleição da gestora
Em meio a disputas internas e divergências regionais, o deputado federal e vice-presidente do União Brasil em Pernambuco, Mendonça Filho, solicitou ao presidente nacional da sigla, Antônio Rueda, o cancelamento da Federação União Progressista — aliança firmada entre União Brasil e Progressistas que ainda aguarda validação final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o parlamentar, o projeto da federação enfrenta dificuldades políticas antes mesmo de sua formalização, com impasses em diversos estados, incluindo Pernambuco. Na avaliação dele, o cenário pode comprometer a organização partidária e a montagem de chapas para as eleições de 2026.
“A federação sequer foi referendada pelo TSE e já agoniza em meio a entraves regionais, conflitos e indefinições em vários estados, inclusive em Pernambuco. Esse cenário prejudica a organização eleitoral, dificulta a formação de chapas competitivas e coloca em risco a própria estabilidade partidária”, afirmou.
O pedido foi formalizado por meio de ofício encaminhado no último fim de semana a Rueda. No documento, Mendonça defende que a Executiva Nacional do União Brasil analise com urgência a possibilidade de cancelar o registro da federação.
Membro da Executiva Nacional da legenda, Mendonça argumenta que o momento é sensível no calendário eleitoral. Com a abertura da janela partidária e das convenções, ele avalia que a indefinição sobre a federação pode gerar instabilidade nas articulações políticas.
Nos bastidores, parte da tensão envolve o cenário de Pernambuco e o posicionamento das lideranças locais das duas siglas. Aliado da governadora Raquel Lyra, Mendonça defende que a federação apoie a reeleição da gestora em 2026.
O deputado também cobrou clareza do presidente estadual do Progressistas, Eduardo da Fonte, diante de especulações sobre possíveis articulações políticas com o grupo do prefeito do Recife, João Campos.
“Cada um tem que assumir a sua posição. Eduardo da Fonte tem idade suficiente, maturidade política para saber qual é o seu caminho. Eu gosto das coisas às claras. Meus fatos têm que estar na mesa. Eu não gosto de jogo escondido”, afirmou em entrevista à Rádio Folha, nesta segunda-feira (16).
O deputado disse que não pretende dividir palanque com João Campos caso a federação avance em direção política diferente no Estado.
“Como é que eu vou ficar numa federação que depois do dia 4 ela pode estar com o João Campos? Eu não vou estar no palanque do João Campos. Eu vou estar no palanque de Raquel. Não há força humana que possa me fazer mudar de posição”, declarou.
O parlamentar afirmou ainda que mantém diálogo com diferentes lideranças envolvidas nas discussões sobre a federação, incluindo o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, presidente do partido no Estado, e o deputado federal Fernando Filho, ambos do União Brasil.
Antes de pedir o cancelamento da aliança, Mendonça já havia solicitado aos presidentes nacionais do União Brasil e do Progressistas — Antônio Rueda e Ciro Nogueira — um posicionamento da Executiva Nacional da federação sobre o palanque eleitoral em Pernambuco.
Segundo ele, o próprio estatuto da União Progressista estabelece que, em caso de divergência entre as direções estaduais, a decisão deve ser tomada pelas instâncias nacionais das legendas.
Para Mendonça, o eventual cancelamento da federação permitiria que União Brasil e Progressistas reorganizassem suas estratégias eleitorais de forma independente para a disputa de 2026.
Créditos: JC Online



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