Pesquisa Quaest para o Senado acende luz amarela na pré-campanha de Humberto
- Jason Lagos
- há 2 dias
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Quando indagados sobre o segundo voto, 18% dos eleitores citaram Marília e 12% preferem Humberto
Não foi à toa a resistência do PT e em particular do senador Humberto Costa à consolidação da pré-candidatura ao Senado da ex-deputada federal Marília Arraes. Com o recall de duas campanhas majoritárias no Recife e no Estado em 2020 e 2022, onde foi para o segundo turno, mas acabou não vencendo os dois pleitos contra o prefeito João Campos e a governadora Raquel Lyra, estava claro nos cálculos petistas, o que ficou explícito nos bastidores: que Marília poderia prejudicar o projeto de reeleição de Humberto.
Numa eleição em que vão ser escolhidos dois senadores, a direita ou a centro-direita pode eleger um dos dois; e, em permanecendo Marília e Humberto no mesmo campo, um deles pode sair derrotado.
Conforme demonstrado na pesquisa Quaest, Marília continua isolada à frente do segundo pelotão, onde está Humberto, mas o senador petista vez aparece em empate técnico com os nomes que vêm a seguir, como Miguel Coelho, que está em terceiro lugar, Mendonça Filho, Anderson Ferreira e até o recém lançado deputado federal Túlio Gadelha, candidato pela esquerda na chapa da governadora Raquel Lyra.
O desafio maior de Humberto não é apenas ficar à frente de Marília para garantir a vaga da esquerda, mas o senador também precisa começar a se preocupar com Túlio Gadelha. Quando indagados sobre o segundo voto, 18% dos eleitores citaram Marília, 12% preferem Humberto, 9% citaram Túlio e 7% ficaram com Mendonça.
Como é muito provável que neste momento um percentual de eleitores de Marilia e Humberto estejam escolhendo como segundo nome Túlio Gadelha, o jogo para os nomes da esquerda está ficando preocupante. Outro nome de esquerda que também cresce na lista do segundo voto, embora ainda distante de Túlio, é Jô Cavalcanti, do PSOL.
A permanecer esse cenário, embora seja cedo demais para tirar qualquer conclusão sobre a eleição deste ano, além do fato de que a governadora Raquel Lyra está em viés de crescimento e o ex-prefeito João Campos em viés de queda, no caso do Senado pode ocorrer uma luta fraticida dentro da esquerda. Neste caso até Marília pode ser prejudicada por alianças que possam ocorrer por exemplo entre Humberto Costa e Túlio Gadelha.
Quando indagados em quais senadores pretendem votar 48% citaram “aliado de Lula”, 30% preferem um “senador independente” e apenas 16% um aliado de Jair Bolsonaro. Isso demonstra que ter o apoio de Bolsonaro é prejudicial para um candidato a senador. Talvez por isso o ex-prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, afirme que um senador de direita tem chance de se eleger, mas cita os evangélicos como principais cabos eleitorais de um nome direitista.
Créditos: Blog Dellas




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