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Palácio do Planalto estimula Túlio Gadelha a disputar o Senado na chapa de Raquel

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 23 horas
  • 2 min de leitura

A presença de Gadêlha na chapa de Raquel daria o verniz de esquerda de que a governadora precisa


Uma reunião no início da noite de ontem (25), liderada pelo chefe da Casa Civil, Rui Costa, para debater os rumos da chapa governista sob a condução da governadora Raquel Lyra (PSD), pode mexer significativamente no cenário eleitoral de Pernambuco, caso avance.


Além do ministro, participaram Raquel e o deputado federal Túlio Gadêlha, que vem sendo estimulado pelos governos federal e estadual a trocar o Salão Verde do Congresso Nacional pelo Azul. O parlamentar está no radar de duas legendas que integram a base da governadora: o PSD e o Avante.


A eventual presença de Gadêlha na chapa de Raquel daria o verniz de esquerda de que a governadora precisa para ampliar sua base política e fortalecer a aliança com o Governo Federal. Integrantes do Planalto são entusiastas de uma candidatura progressista com Raquel.


Se a articulação prosperar, a entrada de Túlio Gadêlha na disputa pelo Senado pode consolidar uma frente mais ampla e competitiva, além de aproximar ainda mais o palanque da governadora do Palácio do Planalto.


Por outro lado, Túlio estaria abrindo mão de uma reeleição praticamente garantida em nome de um projeto que pode não render frutos imediatos no Senado, e dependeria de uma construção maior para o futuro, como um acordo para que disputasse a prefeitura do Recife em 2028, por exemplo. A decisão é realmente difícil porque há informações de que ele já teria a perspectiva de 230 mil votos na chapa que está montando e precisaria recalcular tudo.


Caso a intenção de Raquel seja mesmo colocar alguém que entregue uma imagem mais à esquerda na chapa, sendo Túlio ou não, já tem gente mais à direita que nem planejava sair candidato a senador que começa a pensar na possibilidade. O cálculo é até simples. Hoje há cerca de 50% dos votos à esquerda, 25% ao centro e 25% à direita no Estado.


O problema é que quanto mais candidatos à esquerda forem lançados, mais pulverizada fica a votação nesse campo ideológico. Um bolo para dois é fartura, para três é um lanche, mas para quatro ou cinco pode significar fome. Atualmente já tem Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT) e Jô Cavalcanti (PSOL).


Com outro nome de esquerda, pode começar a haver congestionamento e divisão dos votos nesse campo, o que abre a possibilidade para alguém à direita entrar no jogo com um patamar mais baixo de votação, com razoáveis chances de ser eleito.



Créditos: Blog Cenário e Blog Dellas

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