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Novo já trabalha nos bastidores para emplacar Romeu Zema como vice de Flávio Bolsonaro

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

O governador mineiro é apontado como o nome preferido de Jair Bolsonaro para compor como vice


Líderes do Novo intensificaram nas últimas semanas as articulações para que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, seja o candidato a vice-presidente em eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2026.


A movimentação envolve nomes de peso da legenda. O deputado federal Marcel van Hattem e o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, por exemplo, atuam nos bastidores para consolidar a aproximação com o PL e viabilizar a indicação de Zema.


O governador mineiro é apontado como o nome preferido de Jair Bolsonaro para compor como vice nas eleições. A avaliação no entorno do ex-presidente é que Zema reúne perfil técnico, discurso alinhado à pauta liberal e baixa rejeição, além de ampliar o alcance eleitoral em Minas Gerais — segundo maior colégio eleitoral do país.


A negociação atende também a uma necessidade estratégica do Novo. O partido precisa superar a cláusula de barreira nas eleições de 2026 para manter acesso ao fundo partidário e ao tempo de rádio e televisão.


Pelas regras aprovadas pelo Congresso, as siglas terão de alcançar 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, ou eleger ao menos 13 deputados federais também distribuídos em um terço dos Estados.


Atualmente, o Novo reúne cinco deputados na Câmara: Adriana Ventura (SP), Gilson Marques (SC), Luiz Lima (RJ), Van Hattem (RS) e Ricardo Salles (SP).


Dirigentes do Novo avaliam que uma aliança formal com o PL pode facilitar esse objetivo. A expectativa é que, em troca da indicação de Zema como vice, o partido de Bolsonaro apoie candidatos do Novo à Câmara, de modo a aumentar as chances de atingir o desempenho exigido pela legislação eleitoral.


Esse movimento de aproximação já tem precedentes. Em Santa Catarina, por exemplo, o prefeito de Joinville, Adriano Silva, disputará o cargo de vice-governador na chapa liderada pelo governador do Estado, Jorginho Mello (PL).


No Paraná, a aproximação também avançou. Lideranças do PL e do Novo participaram das articulações para tirar o senador Sergio Moro do União e levá-lo ao partido de Bolsonaro. O ex-juiz deve concorrer ao governo do Paraná pelo PL, com apoio do Novo.


Do lado do PL, a estratégia segue um modelo já aplicado em disputas regionais. A leitura da cúpula é que, para vencer uma eleição majoritária, será necessário ampliar a base de alianças, inclusive com siglas menores, mas com quadros qualificados e presença regional.


Nos bastidores, a negociação com o Novo já é tratada como uma das principais apostas para consolidar uma frente de direita competitiva em 2026. Em declaração ao SBT News esta semana, o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, foi direto ao apontar o peso estratégico do estado mineiro.


Segundo Valdemar, Zema pode não ter alcance nacional consolidado, mas entrega o que o partido considera essencial neste momento: votos em Minas Gerais.


O Estado historicamente funciona como termômetro das eleições presidenciais. Nos bastidores, o cálculo é pragmático: garantir desempenho competitivo em Minas pode ser decisivo para levar Flávio Bolsonaro à vitória na eleição presidencial.



Créditos: Revista Oeste

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