Novas mensagens complicam mais Lulinha no caso do INSS
- Jason Lagos
- há 12 minutos
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Os diálogos são entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente e investigada
Mensagens encontradas pela Polícia Federal colocaram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no centro de uma nova frente das investigações que apuram suspeitas de tráfico de influência e relações de empresários com integrantes do governo federal.
Os diálogos são entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente e investigada pela PF. O material indica que os dois conversavam sobre negócios e reuniões com pessoas que ocupavam posições estratégicas no governo.
De acordo com as informações do portal, em uma troca de mensagens de março de 2024, Roberta afirma que os dois trabalhavam em um “nível diferenciado” e diz: “nosso futuro é Suíça”. Na mesma conversa, Lulinha menciona reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa, que ocupava a secretaria-executiva do Ministério da Saúde.
O nome de Roberta aparece também na investigação sobre Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo a PF, ela recebeu dele transferências que, somadas, chegaram a R$ 1,5 milhão.
Em uma dessas movimentações, o Careca do INSS teria informado a um interlocutor que o dinheiro seria para o “filho do rapaz”. Os investigadores trabalham com a possibilidade de que a expressão seja uma referência a Lulinha.
O Careca do INSS também mantinha interesses empresariais na área da saúde. Entre os negócios investigados estava uma tentativa de viabilizar a comercialização de cannabis medicinal em larga escala para o Sistema Único de Saúde.
Outra sequência de mensagens analisada pela PF envolve Roberta e Marcola. Os diálogos mostram conversas sobre a aquisição de um par de solitários e de um colar de diamantes.
A investigação suspeita que presentes e pagamentos feitos por Roberta ao então assessor poderiam estar relacionados à tentativa de ampliar seu acesso a pessoas próximas ao presidente. Afinal, Marcola ocupava uma posição de proximidade com Lula, despachava na antessala presidencial e mantinha contato com ministros.
A defesa de Marcola sustenta outra versão e afirma que as joias custaram R$ 9,2 mil e integravam um empréstimo pessoal de R$ 249 mil feito por Roberta, posteriormente quitado com juros e correção.
Lulinha já é investigado em ao menos três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. Atualmente, ele vive na Espanha.
Na sexta-feira (14), antes da divulgação das novas mensagens, Lula afirmou acreditar no filho, mas disse que não pretende atuar para interromper as investigações. “Ele jura que não tem nada. Eu acredito nele. Mas já disse: ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho”, declarou durante entrevista aos podcasts Não Inviabilize e As Cunhãs.
A defesa de Lulinha afirma que não discutirá o conteúdo de trechos divulgados de forma parcial antes de ter acesso à íntegra do material. O advogado Guilherme Suguimori Santos afirmou que o mérito deve ser discutido no processo, onde será possível verificar a integridade, a origem e a legalidade das provas.
A defesa também pede que seja investigada a divulgação de informações protegidas por sigilo e sustenta que a identificação dos responsáveis pelos vazamentos é necessária para apurar eventual direcionamento ou contaminação política do procedimento investigativo.
Créditos: Correio da Manhã



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