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Ministro André Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha sob suspeita de tráfico de influência

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 15 horas
  • 2 min de leitura

A defesa de Lulinha negou irregularidades e sugeriu haver interesse político por trás do inquérito


O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar suspeitas envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT).


A solicitação da PF feita na última sexta-feira (24) foi distribuída nesta quarta-feira (29) a Mendonça. Os investigadores querem apurar os crimes de corrupção e tráfico de influência nas tentativas de obter autorização para a comercialização de cannabis medicinal no Ministério da Saúde.


A suspeita é a de que o tráfico de influência para estas negociações tenha sido exercido junto à pasta e ao gabinete da Presidência, de acordo com informações da PF.


A defesa de Lulinha negou irregularidades e sugeriu haver interesse político por trás do inquérito. Lula afirmou que seu filho não terá privilégios e precisará provar inocência.


Lulinha tem atuação no ramo em parceria com a empresária Roberta Luchsinger, sua amiga, e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. O pedido de abertura de inquérito também cita contatos entre os alvos e servidores, inclusive do gabinete de Lula.


Segundo os investigadores, uma das linhas é de que Lulinha teria atuado com Roberta no mercado de canabidiol a favor da empresa World Cannabis, ligada ao Careca do INSS.


A defesa de Lulinha afirmou que não irá comentar concretamente um inquérito do qual não teve nenhum conhecimento, mas disse ser necessário entender qual é a justificativa para a competência do STF no caso.


Acrescentou ainda que uma nova investigação alheia à Operação Sem Desconto "demonstraria que falharam em encontrar o que injustificadamente buscavam, que é alguma ligação entre Fábio Luís e as fraudes do INSS", e que "Fábio nunca teve relação nenhuma com esse escândalo".


Integrantes do PT e da campanha do presidente Lula estão em alerta após a decisão do ministro André Mendonça. Entre petistas que participam da campanha, a preocupação ocorre principalmente pelo calendário político: a investigação chega nos meses que antecedem as eleições de outubro.


Integrantes do partido avaliam que o caso pode alimentar um desgaste para o presidente, mas ressaltam que, apesar do histórico de acusações envolvendo o filho de Lula, nenhuma delas, segundo os petistas, resultou em condenação.


A avaliação interna é que a campanha deve adotar o mesmo tom usado pelo próprio presidente: defender a autonomia da Polícia Federal e afirmar que, caso Lulinha seja considerado culpado, deverá responder pelos eventuais crimes cometidos.


Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., nesta quinta-feira (30), Lula afirmou que não utilizará o cargo para proteger o filho e que ele será tratado como qualquer outro cidadão caso seja responsabilizado.



Créditos: Folha SP e Metrópóles

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