Medo de escândalo do Master pode gerar trégua entre governo Lula e Congresso
- Jason Lagos
- há 15 horas
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Nos bastidores, governistas e oposicionistas avaliam que a relação com o governo deve ter 'clima zen'
O início dos trabalhos legislativos nessa segunda-feira, 2, em Brasília, foi marcado por um clima cordial, com direito a sorrisos e cumprimentos efusivos do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), para ministros do governo Lula.
Nos bastidores, governistas e integrantes da oposição avaliaram, após a leitura das mensagens de Alcolumbre e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que a relação com o governo poderá ter um ‘clima zen’ em 2026, com a pauta do País. O motivo: o medo do Master deve provocar um recuo coletivo.
Isso apesar dos temas que causam desconforto entre os dois Poderes, como a votação do veto da Dosimetria, a indicação de Jorge Messias para o STF e os textos da PEC da Segurança e do PL Antifacção. Com os ambientes de Executivo e Legislativo contaminados pelo escândalo do banco Master, o embate tende a arrefecer.
O tema do banco de Daniel Vorcaro também deve dominar a reunião de líderes desta terça, 3, após o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolar um requerimento para instaurar uma CPI que investigue as irregularidades do Master. Mas, no atual clima, CPI vira discurso, porque não há vontade real da maioria para investigar em ano eleitoral.
O ex-governador do Distrito Federal admitiu não haver vontade política no Congresso para investigar o caso, mas disse que pediu ao líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette (SP), que leve o assunto à reunião com Hugo Motta.
“Não há justificativa para não instalar a CPI do Master. Tem que ter pressão, esta Casa só funciona sob pressão”, disse o deputado.
Créditos: Estadão


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