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Marília diz que pretende ser candidada ao Senado na chapa de João Campos e que irá apoiar Lula

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 5 de mar.
  • 2 min de leitura

Pesquisa Datafolha do início de fevereiro mostrou Marília variando de 36% a 41% das intenções de voto


Depos de "bater na trave" na disputa pela prefeitura do Recife em 2020 e pelo governado de Pernambuco em 2022, a ex-deputada Marília Arraes disse ao SBT News nesta quinta-feira (5) que articula para se lançar ao Senado na chapa a governador do primo João Campos (PSB).


Atualmente no Solidariedade, Marília confirmou que está em processo de migração para o PDT, acordo que deve ser selado na ida a Pernambuco do presidente do partido e ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, provavelmente na próxima quinta (12). A janela partidária abriu ontem e vai até 3 de abril.


A articulação de Campos, atual prefeito do Recife, põe como certa a candidatura à reeleição do senador Humberto Costa (PT-PE). O segundo nome está em aberto entre o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) e Marília, que pressiona por uma chapa pura de esquerda.


"Eu me preocupo muito mais em ter um outro senador que não seja do nosso campo político e que não defenda o presidente Lula do que em ser avulso ou não, estar em chapa ou não estar. Eu quero dois senadores de Pernambuco que defendam Lula, que defendam um projeto popular para o Brasil", afirmou.


Marília entende que, em uma disputa onde os eleitores têm direito a dois votos para senador, um nome mais proeminente puxa a candidatura de outro da mesma linha ideológica. "Se existe uma candidata forte à esquerda, a tendência é que os eleitores que tem o primeiro voto nessa candidatura forte deem seu voto em uma outra à esquerda também", avaliou.


Pesquisa Datafolha do início de fevereiro mostrou Marília variando de 36% a 41% das intenções de voto para o Senado, enquanto Humberto ia de 24% a 26%.


Apesar de externar enfaticamente apoio a João Campos, Marília não fecha as portas para uma aliança com a atual governadora Raquel Lyra (PSD), que buscará a reeleição justamente contra o prefeito do Recife. Esse martelo, segundo ela, será batido pelo PDT, embora diga não ter conversado pessoalmente com Lyra desde a pré-campanha de 2022.


No início da noite desta quinta-feira (5), o Blog do Edmar Lyra publicou matéria indicando a existência de uma forte especulação de bastidores, dando conta de que o prefeito João Campos teria selado um entendimento com o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), mediante o qual o comandante da Federação Progressista no Estado formaria com Humberto Costa (PT) a dupla de candidatos ao Senado pela Frente Popular. A posição de vice caberia a Wolney Queiroz (PDT) ou ao deputado Álvaro Porto (PSDB).


Como reação, do lado governista já se cogita um entendimento com Marília Arraes e Silvio Costa Filho (Republicanos) como senadores de Raquel Lyra. Com isso, ficaria atendido o interesse do Palácio do Planalto em ter dois palanques em Pernambuco.





Créditos: SBT News e Blog do Edmar Lyra

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