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Lula pede para Gleisi concorrer ao Senado e deixa articulação política do Planalto incerta

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 20 de jan.
  • 2 min de leitura

Gleisi afirmou estar entusiasmada para cumprir o que considera uma missão dada pelo presidente


Ao pedir que a ministra Gleisi Hoffmann (PT) concorra ao Senado pelo Paraná, o presidente Lula (PT) precipitou o debate sobre quem ficará à frente do comando das Relações Institucionais do governo a partir de abril. Há uma constelação de cotados para assumir a articulação política do Planalto em meio a outras mudanças no palácio e na Esplanada.


Gleisi deixaria o cargo para concorrer à Câmara dos Deputados, cuja eleição é considerada a via mais certeira para continuar com mandato por, pelo menos, mais quatro anos. Mas, na quarta-feira (14), Lula conversou com a ministra e pediu que concorra ao Senado, segundo fontes palacianas.


A interlocutores Gleisi afirmou estar entusiasmada para cumprir o que considera uma missão dada pelo presidente. Nos bastidores, porém, aliados apontam uma certa reticência da deputada para assumir a candidatura e recomendam cautela.


Correm pelos corredores do Planalto nomes de lideranças petistas cotadas para assumir o posto de Gleisi. Nesse rol são citados os ministros Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Camilo Santana (Educação). Ambos se elegeram senadores em 2022 e, dessa forma, não precisam disputar o pleito deste ano para continuar com mandato.


Camilo, porém, tem futuro incerto. Sob risco de derrota no Ceará, o ministro é cotado para disputar o governo estadual. Nesse desenho, o atual governador, Elmano de Freitas (PT), concorreria ao Senado. Nessa dança das cadeiras, o atual líder do governo na Câmara, José Guimarães, não veria sua pré-candidatura a senador prosperar.


Nos bastidores, Lula tem dito a aliados que a eleição de 2026 terá um perfil diferente das anteriores. O presidente pretende montar um time forte de candidatos ao Senado para tentar evitar que a oposição consiga vencer a base aliada de goleada nas urnas em outubro.


O petista tem reforçado a aliados sobre a importância de os partidos parceiros darem prioridade à corrida por cadeiras na Casa comandada atualmente por Davi Alcolumbre. Por isso, ele tem defendido que nomes fortes, considerados competitivos, sejam colocados nessa disputa.


Nos bastidores, interlocutores de Lula avaliam que a disputa pelo Senado é tão importante quanto a corrida ao Palácio do Planalto, considerando a possibilidade de o presidente ser reeleito e precisar de governabilidade “melhor do que a do atual mandato” para conseguir emplacar as matérias de interesse do Executivo.


A preocupação também reflete a expectativa de que nomes ligados à oposição são considerados mais competitivos para as eleições para cadeiras no Senado.



Créditos: FOLHAPRESS e Revista Veja

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