Lula fala em matança no Rio e diz que operação com 121 mortos foi desastrosa
- Jason Lagos
- 5 de nov.
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O novo discurso de Lula com críticas à megaoperação policial surpreendeu integrantes do governo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou em matança e chamou a operação policial que matou 121 pessoas no Rio de Janeiro de “desastrosa”, durante entrevista a veículos internacionais nesta terça-feira (4).
A declaração a veículos internacionais foi feita durante sua passagem por Belém (PA), em decorrência da COP30, a conferência climática da ONU sediada na cidade.
O governo e o próprio presidente, por meio das redes sociais, já haviam se manifestado sobre o caso, falando a respeito da necessidade de haver um trabalho coordenado contra o narcotráfico.
Na semana passada, o governo federal sancionou um projeto de lei que prevê pena de prisão para quem planeja ataque ou ameaça contra autoridades que combatem o crime organizado. Além disso, a proposta também criminaliza a obstrução de ações contra o crime organizado.
A operação do Rio foi considerada a mais contundente da história do Estado. O governo Lula travou embate com o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que acusou o governo federal de ter faltado com apoio à gestão estadual e negado três pedidos de ajuda às Forças Armadas.
O novo discurso de Lula com críticas à megaoperação policial surpreendeu integrantes do governo e até parlamentares aliados. A fala do presidente causou surpresa entre aliados, que vinham adotando cautela em relação às críticas à ação do governo Cláudio Castro, por causa das pesquisas de opinião.
Nos levantamentos internos do Palácio do Planalto ficou claro que a maioria da população, sobretudo a do Rio de Janeiro, apoia a operação policial contra o Comando Vermelho.
Os parlamentares governistas, mesmo durante a instalação da CPI do Crime Organizado no Senado, na manhã desta terça-feira (11), evitaram criticar a ação e o governador do Rio.
Integrantes do PT avaliam que o novo discurso do petista pode causar ruído e deve abrir a porteira para que aliados e outros integrantes do governo também critiquem a ação policial.
Créditos: Folhapress e Metrópoles



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