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Lula entra no ano da eleição reprovado por 57% dos brasileiros, diz PoderData

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

Seu governo também merece a reprovação dos eleitores por 53 a 41%. Outros 41% aprovam o governo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, entra no ano em que deve tentar um 4º mandato à frente do Planalto desaprovado por 57% dos brasileiros. Os que dizem aprovar o desempenho pessoal do petista são 34%.


Seu governo também merece a reprovação dos eleitores por 53 a 41%. Outros 41% aprovam o governo; 6% não sabem ou não responderam.


As curvas do infográfico do histórico da avaliação do desempenho de Lula mostram que, em quase 2 anos, de março de 2024 a janeiro de 2026, a percepção da população sobre o trabalho do presidente se deteriorou. À época, o gap entre os que aprovavam e desaprovavam Lula era de 11 pontos. Agora, essa diferença praticamente dobrou: são 23 pontos.


Já a avaliação do governo como um todo oscilou desfavoravelmente ao petista desde setembro de 2025 e é o inverso do patamar registrado no 1º mês do mandato, em janeiro de 2023.


A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 24 a 26 de janeiro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.


Foram realizadas 2.500 entrevistas em 111 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.


Lula entra no ano da eleição presidencial em uma posição desconfortável. A pesquisa confirma uma tendência de deterioração contínua da imagem de Lula ao longo de quase 2 anos. Assim como em pesquisas anteriores, o governo é mais bem avaliado do que o próprio presidente. Esse descolamento sugere que parte do eleitorado diferencia políticas públicas do líder que as conduz.


Esse fenômeno é um sinal clássico do que analistas chamam de “fadiga de material”. Lula está em seu 3º mandato e, caso vença a disputa em outubro, governará até os 85 anos. Mesmo assim, pesquisas de intenção de voto continuam mostrando Lula competitivo e, em muitos cenários, à frente.


Embora Lula tenha alta desaprovação, seus adversários ainda não conseguiram converter o desgaste do presidente em uma alternativa eleitoral sólida –há muita confusão na direita a respeito de quem realmente serão os candidatos ao Planalto.


Ainda é cedo para cravar um desfecho para a disputa de 4 de outubro de 2026. O calendário político ainda está no início, e o governo dispõe da força da máquina pública para tentar reverter o humor do eleitorado.


Ocorre que os dados de janeiro mostram que o ano eleitoral não será um passeio para o presidente. O desafio não será só vencer seus potenciais adversários, mas reconquistar parte do eleitorado que já decidiu se afastar dele.


Os grupos que avaliam o presidente de forma mais positiva são mulheres (35%), pessoas de 16 a 24 anos (41%), moradores da região Nordeste (46%), os que cursaram o ensino fundamental (39%) e os com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos (38%).


Os grupos que têm uma visão mais negativa do petista são homens (59%), pessoas de 25 a 44 anos (60%), moradores do Centro-Oeste (69%), os que cursaram o ensino médio completo (63%) e os com renda familiar maior que 5 salários mínimos (69%).


A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, entre os fiéis católicos caiu 14 pontos percentuais desde a posse do petista, em janeiro de 2023. À época, 62% dos eleitores desse grupo diziam aprovar o governo. Agora, a taxa está em 48%. Na outra ponta, 45% dizem desaprovar a gestão petista. Esse percentual subiu 14 pontos percentuais desde a posse.


Já no grupo dos eleitores que se declaram evangélicos, a desaprovação subiu 11 pontos percentuais ao longo do governo. Foi de 56%, em janeiro de 2023, para 67% nesta rodada da pesquisa.



Créditos: Poder360

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