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João Campos pode ser ministro de Lula em 2027, caso o petista seja reeleito

Foto do escritor: Jason Lagos
Jason Lagos
há 12 horas
2 min de leitura

A articulação ganhou força depois da derrota de João Campos para Raquel Lyra no último domingo


Fontes ligadas ao PSB de Pernambuco afirmam que João Campos já é contado para ocupar um ministério caso Luiz Inácio Lula da Silva seja reeleito. A pasta apontada nos bastidores é a do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, hoje comandada por um quadro do partido.


A articulação ganhou força depois da derrota de João para Raquel Lyra no último domingo. O ex-prefeito deixou a disputa pelo Governo sem mandato, mas permanece na presidência nacional do PSB, cargo que assumiu em 2025. Agora, foi chamado a Brasília para participar da articulação da campanha de Lula no segundo turno.


O Ministério do Empreendedorismo já é um espaço de influência direta do PSB. Márcio França deixou a pasta em abril para disputar a eleição. Tadeu Alencar assumiu, mas saiu apenas 18 dias depois, citando “tensões” internas na legenda. Paulo Henrique Pereira, nome que tinha o aval de João Campos, ficou no lugar.


Para João, o ministério resolveria um problema político. Ele permaneceria no cenário nacional depois da derrota em Pernambuco, manteria interlocução direta com Lula e comandaria uma estrutura federal enquanto segue à frente do PSB.


João deixou a Prefeitura do Recife para disputar o Governo do Estado, foi derrotado por Raquel, mas continua presidente nacional do PSB e, após o resultado das urnas, anunciou que concentrará esforços na campanha de Lula no segundo turno.


Uma eventual entrada de João Campos em um novo governo Lula poderia devolver ao socialista uma posição de grande projeção nacional e uma estrutura política relevante após a derrota em Pernambuco.


É nesse contexto que a postura de Raquel no segundo turno presidencial ganha atenção. A governadora mantém uma relação institucional próxima com Lula e reconhece publicamente a parceria do Governo Federal com Pernambuco, mas até agora evita transformar essa relação administrativa em apoio eleitoral.


Após a reeleição, ela agradeceu a colaboração do presidente, mas não declarou voto nele. A cautela também ocorre depois de uma eleição estadual em que Lula esteve diretamente associado a João Campos. O presidente declarou apoio ao socialista durante a campanha, enquanto Raquel optou por não vincular sua candidatura a nenhum presidenciável.



Créditos: bastidor.pe e Portal das Cidades



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