Israel mantém ofensiva após resolução da ONU, mas vê pressão subir
- Jason Lagos
- 16 de nov. de 2023
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Após quatro tentativas frustradas, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) conseguiu aprovar uma resolução para frear o conflito entre Israel e o Hamas.
O governo israelense, porém, indicou que seguirá com a guerra, ao não adotar as pausas humanitárias previstas no texto, enquanto o grupo extremista não libertar os reféns que fez nos ataques de 7 de outubro.
A medida aprovada, na quarta (15/11), contempla pausas humanitárias urgentes e prolongados em toda a Faixa de Gaza. A resolução ainda pede a libertação imediata e incondicional de todos os reféns mantidos pelo Hamas e por outros grupos extremistas.
A resolução, porém, não condena as ações do Hamas nem do Estado de Israel. O conflito histórico teve uma escalada no último dia 7 de outubro, quando o Hamas invadiu o território israelense e matou 1,4 mil pessoas, a grande maioria civis. A partir de então, Israel passou a promover bombardeios e incursões na Faixa de Gaza, ferindo e matando civis enquanto caça os extremistas do Hamas.
Já na reunião do Conselho de Segurança dessa quarta, Brett Jonathan Miller, vice-representante permanente de Israel no colegiado, indicou que o país não deve acatar o texto. Segundo ele, a resolução foca apenas na situação humanitária em Gaza, sem considerar o que levou a esse momento.
O diplomata destacou que Israel não precisa de uma resolução para ser lembrado do direito internacional. “Israel é uma democracia cumpridora da lei, operando estritamente de acordo com o direito internacional. O Hamas, por outro lado, é uma organização jihadista focada na destruição de Israel, por meio do ataque a civis e do uso de civis de Gaza como escudos humanos”, ressaltou aos membros da ONU.
A votação dessa quarta terminou com o seguinte placar: 12 votos a favor, 3 abstenções e nenhuma posição contrária. A proposição é de autoria da delegação de Malta, país europeu que ocupa uma cadeira no colegiado como membro não permanente.
A minuta aprovada tem tom mais ameno que outras que passaram pela mesa de negociações, o que facilitou a aprovação.
Representante da delegação de Malta, Vanessa Frazier destacou o caráter da resolução em proteção às crianças, destacando que, além dos menores de idade mantidos reféns pelo Hamas, muitas outras seguem sendo vítimas das retaliações feitas por Israel à Faixa de Gaza.
O grupo que se absteve na votação desta quarta-feira (15/11) é formado por Rússia, Estados Unidos da América e Reino Unido. A delegação norte-americana afirmou ter optado pelo posicionamento em razão de uma falta de condenação direta do texto às ações do Hamas e do direito de defesa à ação terrorista.
Créditos: Metrópoles




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