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Regime do Irã prepara primeira execução hoje em meio a onda de protestos

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 14 de jan.
  • 2 min de leitura

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, no poder desde 1989, quando sucedeu o Aiatolá Khomeini


O regime islâmico do Irã deve executar nesta quarta-feira (14) Erfan Soltani, de 26 anos, que foi preso em conexão com protestos na cidade de Karaj. A informação foi divulgada pela Hengaw, uma organização iraniana de direitos humanos curda.


A ONG denunciou que Soltani não teve acesso a um advogado e foi privado de outras garantias fundamentais do devido processo legal.


Os ativistas da Hengaw disseram terem conversado com uma pessoa próxima à família Soltani, que relatou que a sentença de morte é definitiva.


A irmã de Erfan Soltani, que é advogada, tentou dar seguimento ao caso na justiça iraniana, relatou a ONG, mas as autoridades negaram acesso ao processo.


O presidente Donald Trump alertou na terça-feira (13) o Irã contra a execução de manifestantes, afirmando que os Estados Unidos tomariam "medidas fortes" caso o regime mate iranianos detidos.



Também na terça, a conta em farsi do Departamento de Estado dos EUA no X abordou o caso de Erfan Soltani, alegando que ele foi condenado à morte sem qualquer processo legal ou advogado de defesa.


O Eurasia Group estima que há 80% de probabilidade de os Estados Unidos realizarem ataques aéreos contra instalações militares em território iraniano. A avaliação foi compartilhada por Christopher Garman, diretor-executivo da consultoria, durante entrevista,


Segundo Garman, o governo americano está analisando opções militares contra o Irã, mas enfrenta limitações semelhantes às observadas no caso da Venezuela. "É uma Casa Branca que não está disposta a usar tropas no chão. Existe uma resistência do próprio presidente de se envolver ativamente em operações militares que possam implicar forças armadas americanas", explicou.


Além da ação militar, o diretor do Eurasia destacou que a Casa Branca deve impor sanções econômicas mais severas contra o Irã. Recentemente, foi anunciada uma tarifa de 25% sobre países que mantêm negócios com o regime iraniano.


A empresa SpaceX, do bilionário Elon Musk, agora oferece acesso gratuito à internet via satélite Starlink para usuários no Irã, enquanto o regime do país continua a reprimir os protestos antigovernamentais no país, segundo um especialista em tecnologia em contato com usuários iranianos do serviço.


Contas do Starlink no Irã que estavam inativas agora estão conectadas e suas taxas de assinatura foram suspensas a partir de terça-feira (13), disse Ahmad Ahmadian, diretor-executivo da organização sem fins lucrativos de tecnologia Holistic Resilience.


A notícia surge após uma conversa telefônica no início desta semana entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Musk, na qual os dois discutiram o acesso ao satélite no Irã.



Créditos: CNN Brasil

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