Grupo terrorista Hamas anuncia saída do governo de Gaza após quase 20 anos
- Jason Lagos
- há 7 horas
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O anúncio foi feito por Ismail Thawabta, diretor-geral do escritório de mídia administrado pelo Hamas
O Hamas anunciou nesta 2ª feira (6) que deixa o governo da Faixa de Gaza após quase 20 anos. A saída abre caminho para que um comitê gestor palestino implemente um governo civil no território. O chefe do governo, Mohammed al-Farra, renunciou ao cargo.
O anúncio foi feito por Ismail Thawabta, diretor-geral do escritório de mídia administrado pelo Hamas em Gaza, em entrevista. Com a saída do grupo terrorista, só funcionários técnicos devem permanecer nos cargos para evitar vácuo administrativo.
Segundo ele, a saída se dá “para aliviar o sofrimento resultante da guerra em curso, o atraso na reconstrução, o cerco contínuo, o fechamento das passagens de fronteira e a recusa do Exército israelense em se retirar”.
Já em outro comunicado, o porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, afirmou que a medida visa a eliminar pretextos para interferência de Israel e reafirmou o compromisso do grupo em transferir todas as suas responsabilidades como integrantes do governo de Gaza.
A Faixa de Gaza é administrada pelo Hamas desde 2007, quando o grupo terrorista assumiu o poder depois de confrontos com o Fatah, partido do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.
O parlamento de Israel aprovou nesta segunda-feira (6), em primeira discussão, um projeto para formar uma comissão que investigue as falhas de segurança que levaram aos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023.
A proposta foi aprovada no Knesset por 59 votos a 0. A votação foi boicotada pela oposição, por considerar que a comissão proposta estará submetida ao governo.
De acordo com o projeto, os seis membros da comissão seriam nomeados por uma maioria de dois terços do parlamento. Na falta de consenso, três membros seriam nomeados pela coalizão governista e outros três pela oposição. Ex-reféns ou familiares atuariam como observadores.
A oposição pede que se crie uma comissão estatal de investigação independente, um mecanismo que Israel usava com frequência. Os membros dessa comissão estatal seriam nomeados pelo presidente da Suprema Corte, que enfrentou o governo do premier Benjamin Netanyahu em diversas questões.
Ariel Kellner, do partido Likud, que apresentou a proposta, defendeu a composição partidária da comissão. “Somente uma comissão nomeada de forma igualitária nos permitirá tanto descobrir a verdade quanto manter a confiança pública. Será uma comissão capaz de investigar qualquer entidade que tenha influenciado o núcleo da política de segurança de Israel”, declarou, em comunicado divulgado pelo Knesset.
Em 7 de outubro de 2023, o grupo terrorista Hamas realizou um ataque a Israel que deixou 1.200 mortos, a maioria civis, segundo dados oficiais. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que deixou milhares de mortos em dois anos.
Créditos: Poder360 e SWI



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