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Governadores criam ‘Consórcio da Paz’ e criticam Lula após mega operação policial no RJ

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 31 de out.
  • 3 min de leitura
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“Onde houver barricada, haverá operação,” garantiu o governador Cláudio Castro (PL-RJ)


Governadores de direita se reuniram no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30) para demonstrar apoio ao governador Cláudio Castro (PL), após a vigorosa operação policial que deixou 121 mortos até o momento. Eles anunciaram a criação de um grupo que chamaram de “Consórcio da Paz” e vai reunir os chefes dos Executivos estaduais para articular ações de combate ao crime organizado.


O governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou da reunião por meio de videoconferência e disse que o Rio de Janeiro “deu uma grande demonstração”. “O estado do Rio de Janeiro agiu muito bem, fez a diferença”, afirmou.


Além de Tarcísio e do governador fluminense, participaram nomes cotados como presidenciáveis como Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás. Também participaram Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina; Eduardo Riedel (PP), governador de Mato Grosso do Sul, e Celina Leão (PP), vice-governadora de Brasília.


“Nós estamos aqui com uma resposta clara no âmbito dos estados, que será, segundo [batizou] o nosso marqueteiro Jorginho o ‘Consórcio da Paz’. Vai ser no modelos de consórcios que já existem para que possamos dividir experiências e ações de combate ao crime e conseguir a libertação do nosso povo”, anunciou Castro, em entrevista coletiva conjunta no Palácio Guanabara que durou cerca de uma hora.


Zema elogiou a operação policial que, em sua visão, foi “extremamente bem-sucedida” e enfatizou que ela foi feita sem o apoio do governo federal.


Na mesma linha, Caiado destacou que a Bahia, estado governado há anos pelo PT, é atualmente o campeão de índices de violência policial. Ele associou governos de esquerda a posturas lenientes com o crime organizado.


“O divisor é moral. Quem quer, seriedade, cumprimento da lei e ordem está aqui, fique conosco. Se quer Lula, Maduro, fique com eles”, disparou Caiado.


O encontro reuniu governadores que vem se movimentando para herdar o espolio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Antecipando a disputa eleitoral de 2026, a pauta da segurança pública serviu para engajar os governadores num contraponto a governo Lula.


A reunião ocorre após Castro travar uma queda de braço com Lula visando capitalizar as repercussões políticas do planejamento e execução da operação. Após troca de farpas com o governo federal, na quarta-feira Castro selou um acordo com o ministro Ricardo Lewandowski para criação de um escritório emergencial contra o crime.


Na reunião, Castro foi aplaudido ao dizer que não vai retroceder. Disse que as operações não vão parar e pediu aos governadores ajuda com agentes e equipamentos. “Onde houver barricada, haverá operação,” garantiu. Em relação a uma eventual ajuda do governo federal, Castro disparou: “Ou soma ou suma!”


De uma sala com um grande monitor no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio de Freitas lamentou as mortes de quatro policiais na operação. “Meus sentimentos aos policiais perdidos, às polícias Civil e Militar pelas perdas na operação. Toda morte acaba sendo uma derrota para nós, mas não agir, seria covardia, rendição. E o estado do Rio de Janeiro agiu muito bem, fez a diferença”, declarou.


Em um vídeo editado de pouco mais de três minutos, publicado em suas redes sociais, Tarcísio citou ações de seu governo, como “enfrentamento da cracolândia e contra o crime organizado”. Disse ainda que mudanças na legislação, como a que vai classificar facções como terroristas, são fundamentais para edurecer penas e aumentar o custo do crime.


No dia de ontem, quando a participação de Tarcísio na reunião dos governadores ainda era incerta, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez a seguinte publicação no X: "É um dever moral apoiar o governador @claudiocastroRJ. Isso não é sobre política. Se você não tem coragem de apoiar abertamente o combate ao crime, com receio de ser visto como radical pelas mesmas pessoas que estão prendendo senhorinhas inocentes e pais de família, então, você é algo menos do que um rato".


Diversos usuários do X, que comentaram a publicação de Eduardo, entenderam que se tratava de um "recado" ao governador de São Paulo.



Créditos: Folha SP

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