Fragilizado nas disputas no Paraná, Ratinho Jr. desiste de concorrer à Presidência da República
- Jason Lagos
- há 3 dias
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Com Ratinho Jr. (E) fora da disputa, ganha força o nome de Ronaldo Caiado (D) para disputar o Planalto
A pré-candidatura de Ratinho Junior (PSD) ao Planalto era dada como certa, mas o cenário mudou diante de sinais de fragilidade política. O governador perdeu apoios partidários e viu o précandidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, declarar que vai apoiar Sergio Moro (PL-PR) ao governo do Paraná. Diante desse contexto, passou a considerar mais vantajosa a permanência no Palácio Iguaçu.
Pesou para Ratinho Junior o risco de não conseguir viabilizar um sucessor no Paraná, abrindo espaço para Moro –que lidera as disputas no Estado. A decisão de Flávio de apoiar o ex-juiz da Lava Jato enfraqueceu ainda mais as chances de o governador emplacar um aliado, junto com a falta de apoio de outros partidos, como o Novo.
Com a ida do ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca para o MDB, visando a disputar o governo do Paraná, as opções do PSD ficaram limitadas a Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Eduardo Pimentel, prefeito de Curitiba e Guto Silva, secretário estadual das Cidades. Também pesou a falta de nomes competitivos para disputar o Senado.
Caso deixasse o cargo para concorrer ao Planalto e fosse derrotado, Ratinho Junior correria o risco de perder espaço no próprio Estado, com o fortalecimento do campo adversário, não conseguir eleger senadores e ainda ver consolidada a ausência de um sucessor viável ao governo.
Nesse cenário, a decisão de permanecer no cargo foi vista como uma forma de preservar capital político até 2026, tentar fortalecer um candidato ao governo capaz de enfrentar Moro e, ao mesmo tempo, viabilizar a eleição de ao menos um aliado ao Senado, evitando ficar sem base de poder a partir de 2027.
Horas antes de anunciar sua desistência, Ratinho Junior realizou um almoço com cerca de 40 deputados, mas o tom durante o encontro foi de despedida, não de que o governador seguiria no cargo até o final do seu mandato.
Com a desistência do governador do Paraná, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), passou a ser o favorito para representar a sigla. Apesar de estarem tecnicamente empatados nas intenções de voto, Caiado apresentou uma ligeira vantagem na pesquisa Quaest de 11 de março de 2026 sobre o 3º nome na disputa, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD): 4% contra 3%, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Leite já sinalizou a possibilidade de disputar o Senado como alternativa.
Caiado deixou o União Brasil em janeiro de 2026 em busca de um partido que viabilizasse sua candidatura à Presidência. Desde então, tem afirmado que permanecerá na disputa.
Créditos: Poder360



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