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Flávio tem 46% e Lula 44% no segundo turno, diz pesquisa PoderData/Aya

Foto do escritor: Jason Lagos
Jason Lagos
há 11 minutos
3 min de leitura

As taxas de intenção de voto em Lula e em Flávio oscilaram 1 ponto percentual para baixo cada uma


Pesquisa do PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (17) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fica atrás do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em eventual embate de 2º turno entre os 2. O senador tem 46% das intenções de voto, ante 44% do petista.


Os dados consolidam a tendência registrada na última semana, quando Flávio apareceu numericamente à frente pela segunda vez consecutiva. Em 7 dias, as taxas de intenção de voto em Lula e em Flávio oscilaram 1 ponto percentual para baixo cada uma. Como a variação foi igual, a diferença entre ambos se manteve.


O resultado do PoderData/Aya indica uma situação de empate técnico entre Lula e Flávio, pois a margem de erro da pesquisa é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos. Trata-se de uma notícia negativa para Lula: no início de agosto, o petista aparecia numericamente à frente de todos os demais candidatos testados em simulações de 2º turno.


O PoderData/Aya também testou um eventual 2º turno de Lula e Flávio com o escritor Augusto Cury (Avante). Lula também fica numericamente atrás de Cury: registra 42% das intenções de voto, ante 45% do candidato do Avante. Em embate entre Cury e Flávio, o escritor tem 36% ante 43% do senador.


A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 13 a 16 de setembro de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos.


Foram 3.000 entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no TSE sob o nº BR-00360/2026.


Na simulação de 1º turno, Lula tem 37% das intenções de voto, contra 36% de Flávio. Como a margem de erro é de 1,8 ponto porcentual, eles estão tecnicamente empatados.


Na sequência, Augusto Cury (Avante) registra 8%. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) marcam 3% cada um. Hertz Dias (PSTU) registrou 2%.


Romeu Zema (Novo), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Clariana Barão (Democracia Cristã) têm 1%. Wilson Grassi (Democrata) e Edmilson Costa (PCB) não pontuam.


Outros 4% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular, enquanto 2% não souberam responder.


Lula preserva a preferência em segmentos estratégicos do eleitorado. Entre as mulheres, o presidente registra 51% das intenções de voto, contra 38% do senador. O desempenho nesse grupo tem sustentado as intenções de voto no petista, como mostrou o Poder360 em 22 de junho.


O presidente tem vantagem também no Nordeste (56% das intenções de voto), mas perdeu a vantagem no Norte indo de 55% na última rodada para 40% nesta. Entre os que têm renda de até 2 salários mínimos 50% votam no presidente e entre os que cursaram o ensino fundamental são 49%.


Flávio vai melhor no Centro-Oeste (54%) e no Sul (59%) e entre os que estudaram até o ensino médio (49%).


50% dos eleitores dizem que não votariam “de jeito nenhum” no presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro, enquanto 46% dizem o mesmo sobre o senador Flávio Bolsonaro.


A situação eleitoral de Lula fica um pouco mais apertada a cada rodada. O movimento não é abrupto, mas persistente: a vantagem que o presidente carregava meses atrás quase desapareceu e a alta rejeição é um problema adicional na reta final.


Há ainda um ingrediente que a pesquisa não capta completamente: o desfecho da reunião do STF e seus desdobramentos. Não é possível saber se a crise da Corte impactará os eleitores de Lula ou de Flávio. Só que o episódio ocorre num momento particularmente inconveniente para o petista, que chega à fase final da campanha sem gordura eleitoral para absorver novos desgastes.


O ministro Alexandre de Moraes tem taxa alta de rejeição entre os eleitores –e o magistrado é identificado em anos recentes ao atual presidente da República. Lula, do seu lado, não abandonou o aliado e segue elogiando Moraes.


Para vencer, Lula precisa interromper a deterioração lenta de sua taxa de intenção de votos justamente no momento em que faltam poucas semanas para a votação. Flávio, do seu lado, chega à reta final numericamente à frente do presidente e com uma adesão do eleitorado maior do que já teve em todas as fases anteriores da campanha.


A próxima rodada do PoderData/Aya, que será divulgada na semana que vem, mostrará de maneira completa se a crise no STF terá algum outro impacto relevante na corrida pelo Planalto.



Créditos: Poder360

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