Flávio e Eduardo Bolsonaro encontram ministro de Nayib Bukele em El Salvador
- Jason Lagos
- 19 de nov.
- 2 min de leitura

Flávio foi a El Salvador em missão oficial como presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado
Os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro desembarcaram em São Salvador, capital de El Salvador, na segunda-feira (17) para agendas sobre segurança pública. O senador e o deputado federal esperavam ter um encontro com o presidente do país, Nayib Bukele, que até o momento não confirmou uma agenda com os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nessa terça-feira (18), os dois tiveram uma reunião com o ministro da Segurança de El Salvador, Gustavo Villatoro. Chefe da segurança pública do país desde 2021, Villatoro está sendo o responsável por receber parlamentares brasileiros que visitam o país nos últimos meses. Na semana passada, ele teve um encontro com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Segundo Eduardo, o ministro explicou “em detalhes como El Salvador deixou de ser o país mais violento do mundo para se tornar o mais seguro do hemisfério ocidental”.
Eduardo, que está auto exilado nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, afirmou que o “milagre Bukele” se baseia em três pilares: “Autoridade e coragem para romper com o sistema que protegia o crime, leis duras contra facções e ação massiva e controle territorial total”.
O senador Flávio Bolsonaro viajou a El Salvador em missão oficial como presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado. Ele pediu para fazer a viagem sob a justificativa de tratar de medidas contra a criminalidade. Pelas redes sociais, ele compartilhou um vídeo do encontro com Villatoro.
“A experiência salvadorenha prova que é possível derrotar a criminalidade. O Brasil tem jeito”, escreveu Flávio na publicação.
Desde que assumiu a presidência em 2019, Bukele impôs um modelo radical de combate ao crime, ancorado em prisões em massa, estado de exceção permanente e vigilância militar constante.
Mais de 75 mil pessoas foram presas por suposta ligação com gangues, e o país ganhou notoriedade com a construção do CECOT (Centro de Confinamento do Terrorismo), uma mega prisão com capacidade para 40 mil detentos, sem visitas ou comunicação externa.
O impacto foi direto. A taxa de homicídios caiu para 1,9 por 100 mil habitantes, a menor das Américas. Bukele se apresenta como um vencedor da “guerra contra as gangues” e desafia abertamente a comunidade internacional, que o acusa de atropelar direitos humanos e o devido processo legal.
O "modelo Bukele" se espalha pela América Latina. Equador, Honduras, Argentina, Peru e Guatemala já adotaram — ou estudam adotar — variações da estratégia radical . No Equador, o presidente Daniel Noboa lançou uma série de medidas inspiradas em El Salvador, incluindo mega prisões e toque de recolher.
Honduras autorizou a construção de um presídio para 20 mil detentos. Na Argentina, a ministra Patricia Bullrich sinalizou apoio a medidas semelhantes.
Créditos: Metrópoles



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