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Flávio, Caiado e Zema superam atritos e selam acordo para direita derrotar Lula

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Flávio permaneceu em Minas Gerais nesta quarta-feira (3) para eventos da pré-campanha à Presidência


Os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO) se encontraram nesta terça-feira (2) durante a abertura da 21ª edição da Megaleite, em Belo Horizonte (MG), e defenderam a união da direita contra o PT para impedir a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) em outubro. O trio ainda fez um brinde com copos de leite no evento, que é considerado uma das maiores exposições de pecuária leiteira da América Latina.


O encontro foi o primeiro dos pré-candidatos à Presidência da República após o vazamento do áudio em que Flávio cobra do banqueiro Daniel Vorcaro recursos para o financiamento do filme “Dark Horse”, que conta a história da eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


Após a publicação dos diálogos, Caiado e Zema criticaram as relações do senador do PL com o proprietário do Banco Master, o que provocou atritos dentro do campo político de oposição a Lula.


“Nós três temos uma grande responsabilidade de tirar o Brasil das mãos sujas do PT. A gente só vai conseguir isso unido, independentemente de pequenas divergências”, declarou Flávio. Ele ainda disse que Caiado e Zema também devem ser alvos das “pedradas” da campanha petista.


Flávio permaneceu em Minas Gerais nesta quarta-feira (3) para eventos da pré-campanha à Presidência. O PL ainda articula a formação do palanque com outros partidos para assegurar um palanque de peso na disputa pelas urnas do “estado-pêndulo”. O eleitorado mineiro foi decisivo nas últimas eleições ao Palácio do Planalto.


O ex-governador de Minas pregou a união entre os candidatos no segundo turno contra Lula e comparou o cenário eleitoral brasileiro com a corrida presidencial no Chile, onde José Antonio Kast bateu a esquerda nas urnas após concorrer com outros nomes da direita no primeiro turno.


“Nós estaremos todos juntos e, dependendo dos acontecimentos, as conversas sempre estão ocorrendo entre os líderes dos partidos. Mas a direita estará unida no segundo turno. Isso é uma certeza”, afirmou Zema, que tinha subido o tom contra Flávio nas últimas semanas.


As declarações de Caiado e Zema sinalizam que a dupla de ex-governadores não pretende abrir mão das pré-candidaturas para apoiar Flávio Bolsonaro no primeiro turno.


Além da oposição a Lula, o combate ao crime organizado é outra bandeira comum às pré-campanhas dos presidenciáveis e ganhou mais destaque para as próximas eleições depois que o governo dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.


Considerado um dos responsáveis pela articulação junto ao presidente dos EUA, Donald Trump, Flávio voltou a dizer que pretende “trabalhar para livrar o povo brasileiro” do domínio territorial do crime organizado. “Temos a missão de libertar os mais de 50 milhões de brasileiros que hoje vivem num cativeiro em áreas dominadas pelo PCC e pelo CV”, declarou.


Caiado resgatou o discurso linha-dura da segurança pública durante a gestão em Goiás e apoiou o argumento norte-americano de que as facções são organizações terroristas, “que inundam o mundo de cocaína”.  


“Bandido não se cria, muito menos faccionado, no Brasil. Ou vai mudar de profissão ou vai mudar de país, porque aqui é mão pesada em cima do crime. Soberania não é defender faccionado, nem bandido. Não é ser conivente com a corrupção”, criticou Caiado.



Créditos: Gazeta do Povo

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