Flávio Bolsonaro e Cleitinho fecham aliança em Minas Gerais, mas ainda sem candidato definido
- Jason Lagos
- há 11 horas
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Caso Cleitinho (D) de fato dispute o governo, o PL pretende indicar um nome do partido para sua vice
O PL do senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência da República, e o senador Cleitinho (Republicanos-MG), que lidera as pesquisas para o Governo de Minas Gerais, fecharam um acordo de apoio mútuo nesta terça-feira (12).
A futura aliança ainda depende, porém, da definição por parte de Cleitinho se ele será ou não candidato, algo que o PL espera que aconteça até o próximo dia 1º. Flávio terá eventos de pré-campanha em Minas Gerais nos primeiros dias de junho e, por isso, gostaria de ter seu palanque no estado definido até lá.
Cleitinho havia pausado as negociações sobre sua candidatura no início de fevereiro, após seu irmão ser diagnosticado com leucemia, mas já diz a aliados que será candidato.
Caso Cleitinho de fato dispute o governo, o PL pretende indicar um nome do partido para integrar a chapa como vice. Mas, se decidir não concorrer, o senador já se comprometeu a apoiar o candidato do PL e talvez até indicar um vice da sua preferência.
Nesse segundo cenário, o PL trabalha com duas opções de nomes do partido para lançar em Minas Gerais, o ex-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) Flávio Roscoe e o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli.
Com isso, o PL não deve apoiar o atual governador Mateus Simões (PSD) em busca da reeleição, algo que era cogitado até então. A avaliação no partido é a de que Simões já está comprometido com outros dois presidenciáveis, o que faria sua aliança com Flávio e o PL acabar dividida em um estado considerado crucial.
Simões já tem em seu palanque o pré-candidato do seu partido, Ronaldo Caiado, e o ex-governador Romeu Zema (Novo), de quem era vice. Segundo deputados do PL, não haveria espaço para Flávio.
O acordo foi selado nesta terça, quando deputados do PL de Minas estiveram com Cleitinho em seu gabinete no Senado e, em seguida, se reuniram com Flávio Bolsonaro e o coordenador da campanha presidencial, senador Rogério Marinho (PL-RN), para avalizar o acerto. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) participou de todas as conversas.
Até o acerto com Cleitinho, a eleição em Minas Gerais era um dilema para Flávio, que já definiu seus palanques na maior parte dos estados. O pré-candidato tentou convencer Nikolas a concorrer ao governo mineiro, mas o deputado não topou.
A aliança entre Cleitinho e o PL representa um revés para o presidente Lula (PT), que ainda não tem um candidato no estado que representa o segundo maior colégio eleitoral do país.
Mas esse não foi o único percalço do petista em relação à campanha em Minas Gerais nesta terça. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), principal aposta de Lula no estado, afirmou ao presidente do PT, Edinho Silva, que não pretende ser candidato ao governo de Minas Gerais.
Na reunião desta terça, o dirigente petista até sugeriu que Pacheco conversasse com o presidente Lula antes de tomar uma decisão final a respeito do seu destino político. Mas, após o encontro, o próprio Edinho comunicou ao partido e a Lula que o senador não deve ser candidato.
A cúpula do PT já havia decidido procurar o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) na tentativa de construção de um palanque para Lula, diante da indefinição de Pacheco —agravada pela derrota do governo na indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Pesquisa Genial/Quaest divulgada no último dia 28 mostra Cleitinho liderando todos cenários de primeiro e segundo turno.
No cenário que considera dez nomes na disputa, ele tem 30% das intenções de voto, e Kalil aparece em segundo, citado por 14%. Pacheco marca 8%, Simões, 4%, e Roscoe, 2%.
Créditos: Folha de SP


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