Flávio Bolsonaro diz a Anderson que, sem candidato ao Senado, quer o PL disputando o governo de Pernambuco
- Jason Lagos
- 19 de jun.
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Segundo Anderson Ferreira, a decisão do PL sobre candidatura majoritária será tomada semana que vem
Durante encontro que teve em Brasília esta semana com o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, o candidato a presidente da legenda, Flávio Bolsonaro, afirmou que, se o partido não tiver um candidato forte ao Senado em Pernambuco - tendo citado nominalmente o próprio Anderson e o deputado federal Mendonça Filho - quer um palanque com candidato a governador, pois deseja fazer campanha no Estado.
Perguntado sobre o assunto pelo Blog Dellas, da jornalista Terezinha Nunes, Anderson negou que já tenha havido alguma decisão sobre o assunto, alegando que o posicionamento do PL vai ser definido em reunião marcada para a quinta-feira da próxima semana.
De acordo com duas fontes da direção nacional do partido, houve de fato um encontro entre Flávio e Anderson, para tratar sobre o cenário pernambucano. Uma das fontes adiantou que cabe à direção estadual resolver a questão pelo Senado, desde que o nome seja Mendonça ou Anderson, ou por um candidato a governador menos conhecido, mas que divulgue o número do partido, o 22, e participe das agendas de Flávio em visitas ao Estado.
Um candidato ao Senado pelo PL não causaria problemas para a governadora Raquel Lyra, uma vez que os nomes cotados são conhecidos e já disputaram eleições majoritárias, podendo ser candidatos de forma avulsa, mas um candidato a governador poderia levar a eleição para um segundo turno, o que não é bom para quem está na frente das pesquisas, como é o caso de Raquel.
Anderson está decidido a se candidatar a deputado federal, e Mendonça tem alegado resistência de sua família a uma candidatura ao Senado, embora na última vez que disputou, em 2018, tenha chegado perto da conquista, tendo sido derrotado por uma diferença de apenas 128 mil votos para o ex-governador Jarbas Vasconcelos, eleito na chapa do governador Paulo Câmara junto com Humberto Costa.
Deputados estaduais da base governista e da oposição calculam que um candidato bolsonarista pode ter até 8% dos votos, que, somados ao que teria o candidato do PSOL, jornalista Ivan Moraes, alcançaria cerca de 10% do eleitorado. Nesse patamar, calcula-se que não havia como evitar um segundo turno.
Créditos: Blog Dellas




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