Federação União Progressista só vai decidir em qual palanque vai estar após a janela partidária
- Jason Lagos
- há 4 horas
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Com mais de 35 prefeitos, 13 deputados estaduais e cinco federais, o grupo tem bastante peso eleitoral
A oito meses para a eleição que vai definir o próximo chefe do Executivo em Pernambuco, os dois principais palanques que se formam para disputar o cargo estão na expectativa pelo posicionamento da federação União Progressista (PP-UB).
Com mais de 35 prefeitos, 13 deputados estaduais e cinco federais, o grupo tem peso eleitoral que pode fazer diferença na base aliada tanto da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que tentará a reeleição, quanto da Frente Popular, que pode ser liderada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Em agenda administrativa ontem, Campos chegou a afirmar ter confiança na liderança do ex-prefeito de Petrolina e presidente do União Brasil (UB) em Pernambuco, Miguel Coelho, que tenta viabilizar-se candidato ao Senado Federal na chapa do aliado socialista.
Já o presidente estadual da federação, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), foi enfático em afirmar que o grupo vai aguardar o fim da janela partidária e a formação das chapas proporcionais para então discutir qual candidatura apoiar na eleição para o governo do estado. No entanto, o parlamentar não deixou de observar que existem muitos apoiadores da governadora Raquel Lyra na federação.
“Temos muitos simpatizantes da governadora dentro da federação, mas a gente precisa fechar o arco de alianças e fechar as candidaturas a deputado. As candidaturas majoritárias da federação são consequências dessas montagens”, frisou.
Mais próximo da governadora Raquel Lyra, Eduardo da Fonte também tem o projeto de ser candidato ao Senado. Apesar da existência das duas pré-candidaturas em grupos distintos, o líder partidário negou que haja uma disputa interna e disse que o momento é de diálogo com todas as forças politicas que compõem a federação.
Para Miguel Coelho, a construção da chapa também deverá considerar a construção entre os dois partidos, reforçando que seu nome está à disposição.
Além da federação União Progressista, outras agremiações com força política no estado também debatem a formação do palanque majoritário. É o caso do Partido dos Trabalhadores (PT), que está empenhado em garantir que o atual senador Humberto Costa (PT) seja prioridade na chapa do gestor recifense, como requisito para um apoio formal da legenda ao socialista.
Esse movimento pode reduzir o espaço para os nomes da federação PP-UB e aumentar a tensão na disputa.
Outros aliados do prefeito João Campos também buscam viabilizar os seus nomes para o Senado Federal: o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e a ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade). A diversidade de nomes gera ainda mais expectativa sobre a formação da chapa da Frente Popular no pleito deste ano.
Créditos: Folha PE




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