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Federação União Progressista deverá indicar nesta segunda Eduardo da Fonte para a disputa ao Senado

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

A composição da comissão executiva favorece o PP, que possui 5 dos 7 integrantes com direito a voto


A Federação União Progressista, formada pela união entre o PP e o União Brasil, realiza nesta segunda-feira (29), às 10h, uma reunião da comissão executiva estadual para deliberar sobre o posicionamento da legenda nas eleições deste ano. A expectativa é que o colegiado confirme o apoio à pré-candidatura da governadora Raquel Lyra (PSD) à reeleição e escolha o nome que será indicado para compor a chapa majoritária na disputa pelo Senado.


A tendência clara é de que Eduardo da Fonte seja o escolhido. Isso porque a composição da comissão executiva favorece o PP, que possui cinco dos sete integrantes com direito a voto, enquanto o União Brasil, de Miguel Coelho, conta com apenas dois representantes. Caso todos participem da votação, a maioria deve garantir a indicação do parlamentar.


Mesmo diante desse cenário, o estatuto da Federação União Progressista prevê a possibilidade de recurso à direção nacional. Caso Miguel Coelho opte por contestar a decisão estadual, o pedido será analisado pelo presidente nacional da federação, Antonio Rueda, do União Brasil, e pelo vice-presidente, Ciro Nogueira, do PP. Para que a decisão estadual seja modificada, ambos precisariam concordar com a mudança. Se apenas um deles mantiver o entendimento da executiva pernambucana, a decisão permanece válida.


Integrantes do PP afirmam que todas as medidas já foram adotadas para garantir o reconhecimento da decisão estadual pela direção nacional da federação.


Mesmo com a possível definição do nome da Federação União Progressista, ainda não há confirmação de quando a governadora Raquel Lyra anunciará oficialmente os dois candidatos ao Senado que integrarão sua chapa. A tendência é que a decisão seja divulgada apenas próximo da convenção partidária, prevista para o início de agosto.


Atualmente, quatro nomes disputam espaço na composição: Eduardo da Fonte, Miguel Coelho, o senador Fernando Dueire (PSD) e o deputado federal Túlio Gadelha (PSD).


Apesar das movimentações políticas e das articulações entre os partidos aliados, a governadora tem mantido discrição sobre sua escolha. Segundo interlocutores, nenhum dos pré-candidatos recebeu até o momento uma confirmação definitiva de que integrará a chapa.


A cautela na definição dos nomes segue um padrão já adotado por Raquel Lyra em outros momentos de sua trajetória política. Tanto quando assumiu a Prefeitura de Caruaru quanto ao formar o primeiro secretariado do Governo de Pernambuco, as escolhas foram anunciadas apenas às vésperas da posse.


Nos bastidores, aliados afirmam que a governadora costuma utilizar todo o prazo disponível antes de tomar decisões estratégicas. Esse estilo de condução, no entanto, também é alvo de análises políticas, especialmente diante do episódio envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco, quando o presidente da Casa, Álvaro Porto, consolidou uma ampla base de apoio antes da posse do novo governo, fortalecendo sua posição política no Legislativo.



Créditos: Blog Dellas e Blog do Mário Flávio

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