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Ex-prefeito de Belo Jardim, Cecílio Galvão será conduzido coercitivamente à CPMI do INSS

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 3 de mar.
  • 2 min de leitura

A convocação do advogado foi aprovada ainda em 2025, mas ele não compareceu nas datas marcadas


O ex-prefeito de Belo Jardim e advogado Cecílio Galvão deverá ser conduzido de forma coercitiva para prestar depoimento à Carlos Viana CPMI do INSS, no Senado Federal. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (2) pelo presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), após Galvão faltar pela segunda vez consecutiva ao depoimento para o qual havia sido convocado.


Segundo Viana, o advogado foi localizado pela Polícia Federal em São Paulo depois de permanecer com paradeiro desconhecido até o início da sessão. Diante da nova ausência, foi determinada a condução coercitiva para que ele compareça à comissão na próxima quinta-feira (5), quando deverá prestar esclarecimentos aos parlamentares.


A convocação de Cecílio Galvão foi aprovada ainda em 2025, mas ele não compareceu à primeira data marcada nem à segunda tentativa de oitiva. O relator da CPMI, o deputado federal Alfredo Gaspar, chegou a solicitar que o depoimento ocorresse ainda nesta segunda-feira, pedindo que a Polícia Federal fosse acionada para levá-lo imediatamente às dependências do Senado.


De acordo com as investigações, Galvão teria recebido cerca de R$ 4 milhões de associações investigadas no esquema de descontos indevidos aplicados sobre benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. O escândalo revelou que entidades arrecadaram aproximadamente R$ 2 bilhões em um ano por meio de descontos automáticos, enquanto respondiam a milhares de processos por supostas fraudes em filiações.


As denúncias resultaram na abertura de inquérito pela Polícia Federal e abasteceram investigações da Controladoria-Geral da União. Posteriormente, a Operação Sem Desconto, deflagrada em abril do ano passado, culminou nas demissões do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi.


Cecílio Galvão é sócio da empresa Crédito & Mercado, que prestou serviços a municípios responsáveis por aportes de recursos de fundos previdenciários ao Banco Master. A empresa também promoveu palestra de Eric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS André Fidelis. Segundo a PF, ambos teriam recebido pagamentos milionários de lobistas e associações investigadas no esquema.


A condução coercitiva reforça o peso político da CPMI e sinaliza que o colegiado pretende avançar nas apurações sobre responsabilidades individuais e possíveis conexões entre agentes públicos, empresários e entidades envolvidas na chamada “farra dos descontos” no INSS.


No ano de 2010, Cecílio Galvão fez dobradinha em Santa Cruz do Capibaribe com José Augusto Maia, obtendo 6.234 votos na disputa para a Alepe, ficando atrás de Diogo Moraes, que teve 9.056 votos, e do primeiro colocado na disputa estadual, Edson Vieira, que alcançou 17.672 votos. Na disputa para a Câmara dos Deputados, Zé Augusto foi o mais votado, com 18.800 votos.


Cecílio Galvão é filho do ex-deputado e ex-prefeito de Belo Jardim Cintra Galvão, conhecido como Pavão Misterioso, falecido no ano de 2023.



Créditos: Blog do Mário Flávio

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