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Escola de samba que homenageou Lula pode ser rebaixada do Grupo Especial

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 22 horas

No samba-enredo, a escola contou sobre a infância do presidente e momentos chave de sua vida política


A escola de samba Acadêmicos de Niterói aparece entre as escolas apontadas como mais vulneráveis ao rebaixamento no Grupo Especial — divisão considerada a principal elite da folia na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. A agremiação foi responsável, neste ano, por um desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Criada em 2018, a Acadêmicos de Niterói ainda é considerada uma escola recente no cenário carnavalesco e fez sua estreia no Grupo Especial apenas no desfile de 2026. No samba-enredo, a escola contou sobre a infância do presidente e passa por momentos chave de sua vida até o seu terceiro mandato presidencial, enfatizando sua atuação na liderança sindical e fazendo críticas ácidas ao governo de Jair Bolsonaro, principal rival de Lula nas urnas em 2022.


As luzes brilharam, o samba ecoou, mas nem tudo que se ouviu na Marquês de Sapucaí chegou às casas dos telespectadores. Tal qual a Prefeitura e Liesa (Liga das Escolas de Samba do Rio) combinaram estratégias para abafar vaias a Lula na Sapucaí, a transmissão da TV Globo optou por reduzir drasticamente o som ambiente das arquibancadas em diversos momentos, justamente quando gritos e xingamentos eram direcionados à Acadêmicos de Niterói.


Na avenida, o público demonstrava insatisfação com falhas visíveis; na televisão, o clima parecia mais ameno do que o registrado ao vivo no Sambódromo do Rio. O desempenho irregular da agremiação, marcado por buracos entre alas, dificuldades de harmonia no canto, e problemas de evolução, já colocava a escola sob pressão na disputa para permanecer na elite.


Nas arquibancadas, a reação ao enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil”, em homenagem ao Presidente da República foi imediata em alguns trechos do desfile, com manifestações claras de reprovação. No entanto, quem acompanhava de casa percebeu um áudio mais controlado, com predomínio do som da bateria e dos narradores, abafando a intensidade das críticas vindas do público presente.


No estúdio, o clima também chamou atenção. Mais comedidos que o normal, os apresentadores Mariana Gross, Alex Escobar e Karine Alves demonstraram cautela ao comentar o desempenho da escola, adotando um tom contido diante das falhas evidentes.


Já os comentaristas Milton Cunha e Pretinho da Serrinha enfatizaram os pontos positivos da apresentação, como a força estética de alegorias e a energia da bateria, relativizando os defeitos técnicos; e tratando os buracos e desencontros como questões pontuais dentro do conjunto.


A combinação de vaias na Sapucaí, áudio suavizado na transmissão e análises mais generosas por parte de alguns comentaristas ampliou o debate nas redes sociais sobre imparcialidade e transparência na cobertura do desfile.


A Acadêmicos de Niterói já aguarda a apuração sob forte tensão, ciente de que, apesar dos esforços, dificilmente escapará da ameaça de rebaixamento após uma noite marcada por altos, baixos, e polêmicas.


O cenário tem gerado preocupação entre aliados do presidente Lula quanto ao desempenho final da agremiação na apuração.

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