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Entorno de Lula defende guinada ao centro e melhora na comunicação digital

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 26 de fev.
  • 2 min de leitura

Uma fonte relatou que não é preciso adotar o discurso da direita de "bandido bom é bandido morto"


A pesquisa Atlas/Bloomberg, que mostra empate no segundo turno entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com pequena vantagem numérica para o último, levou assessores do presidente Lula no governo e no PT a defenderem uma guinada ao centro na pré-campanha.


Isso consistiria, por exemplo, em tentar dialogar mais com o eleitorado moderado independente de centro, que vem decidindo as últimas eleições, sem, porém, agredir a defesa histórica do petismo em algumas agendas.


Por exemplo, na pauta da segurança pública. A percepção é que, até hoje, o governo Lula não conseguiu encaixar um discurso para convencer o eleitorado de que tem solução para aquele que é apontado nas pesquisas como a maior preocupação do brasileiro.


Uma fonte governista relatou que não é preciso adotar o discurso da direita de "bandido bom é bandido morto", mas que é possível ser mais firme na defesa de punição a criminosos.


Outro exemplo dado é na tentativa de uma melhor relação com os evangélicos, algo que o desfile da Acadêmicos de Niterói dificultou consideravelmente ao criticar o público conservador.


O entendimento é de que não bastam encontros pequenos com lideranças evangélicas já alinhadas ao Planalto, como o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), mas sim buscar lideranças como Otoni de Paula (MDB-RJ).


A comunicação do governo também foi criticada por interlocutores do presidente, em especial a estratégia digital. O desempenho dos ministros do governo nas redes também é considerado ruim, à exceção de Guilherme Boulos e Gleisi Hoffmann.


Nos rankings de autoridades alinhadas ao governo no Congresso, a derrota é grande. Dos 15 parlamentares considerados como mais fortes, apenas uma é próxima à esquerda: Tabata Amaral. O restante é todo próximo a Flávio Bolsonaro.


Por sua vez, O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse nesta quarta-feira (26) que o senador agora tem que se concentrar em formar um arco de alianças de centro-direita para fortalecer a disputa ao Palácio do Planalto.


Até agora, segundo Valdemar, Flávio conversou apenas com União Brasil e PP, enquanto ele procurou a presidente do Podemos, a deputada federal Renata Abreu (SP), na semana passada.


O presidente do PL disse que a conversa com o deputado federal Marcos Pereira (SP), presidente do Republicanos, foi apenas informal. O Republicanos é o partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.


O levantamento AtlasIntel/Bloomberg também apontou que Lula é rejeitado por 48,2% dos eleitores, 1,8 ponto percentual à frente dos 46,4% registrados por Flávio.



Créditos: CNN Brasil

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