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Em resposta a mudanças na Ceasa, Federação União Progressista deixa blocão do Governo na Alepe

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

“Ninguém manda na gente, a gente tem tamanho. Não depende de um emprego aqui e outro ali"


A Federação União Progressista, presidida pelo deputado federal Eduardo da Fonte, decidiu sair do blocão de partidos governistas na Alepe. A demissão de Bruno Rodrigues da Ceasa, efetivado nesta quarta-feira (8) foi a gota d’água para o afastamento do PP, já que ele era indicado pelo presidente estadual da Federação, Deputado Eduardo da Fonte.


“Ninguém manda na gente, a gente tem tamanho. Não depende de um emprego aqui e outro ali. Se eu fosse depender, não seria desses que ela (a governadora) tinha dado)”, cravou Da Fonte.


O parlamentar considerou o gesto da governadora uma “afronta” e afirmou que, no seu entender, ela teria “esticado demais a corda” em uma relação que já estava muito desgastada. “Sempre demos sustentação ao governo na Assembleia. E nunca disse que havia fechado com João Campos”, desabafou a um interlocutor.


A decisão ocorre em meio a um ambiente de tensão crescente entre o governo e o PP, que já vinha dando sinais de afastamento após a exoneração de indicados da legenda em cargos estratégicos da administração estadual.


Na terça-feira (7), deputados da base do Governo pediram ao Palácio das Princesas que não afastasse o presidente da Ceasa, pois o clima na Federação  era de rompimento se isso acontecesse, mas não adiantou. A substituição foi feita ontem, com a saída de Bruno Rodrigues e a nomeação de Bruno França, pessoa de confiança da governadora. Logo depois foi anunciada a “independência” da Federação.


Com essa decisão, o governo, que poderia nadar de braçadas na Alepe com a nova configuração partidária, vai depender sempre de Eduardo da Fonte no encaminhamento de projetos e votação, embora o presidente da Comissão de Finanças e o vice-presidente da Comissão de Justiça, os deputados Antonio Coelho e Edson Vieira não possam ser substituídos, pois têm mandato de dois anos e são do grupo de Miguel Coelho.


Apesar do assunto vir sendo tratado como um rompimento com o governo, o deputado Eduardo da Fonte explicou que, na verdade, a Federação, que tem agora 11 deputados, quer ficar independente para participar das negociações em torno da formação das novas comissões na Alepe, argumentando que com isso o colegiado, que une PP e União Brasil, vai poder ocupar duas vagas nas principais comissões.


A saída da bancada progressista amplia as dificuldades do Executivo na aprovação de matérias de interesse do governo na Alepe, especialmente em um momento delicado, marcado por impasses como a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA).


O próximo passo da sigla será definido em reunião convocada por Eduardo da Fonte, presidente do PP em Pernambuco e também da federação União Progressista no Estado. O encontro está marcado para a próxima segunda-feira (13), quando a bancada deverá discutir os novos rumos políticos da legenda já de olho nas eleições de 2026.



Créditos: Blog do Ricardo Antunes, Blog Dellas e Blog do Mário Flávio

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