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Em meio a protestos, governo iraniano quer negociar com os EUA, afirma Donald Trump

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 12 de jan.
  • 2 min de leitura

O The Wall Street Journal informou que membros do governo Trump vão discutir a situação nesta terça


O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou neste domingo, 11, que recebeu uma ligação de um membro do governo do Irã com um pedido para negociar. O telefonema veio depois de Trump ameaçar uma intervenção no regime dos aiatolás, que tem reprimido violentamente os protestos que começaram no último domingo de 2025 e se estenderam nestas primeiras semanas de 2026.


Organizações internacionais de direitos humanos afirmam que 554 pessoas foram mortas nesses protestos. Algumas ONGs chegam a falar em mais de 2 mil mortos. Imagens divulgadas no domingo 11 mostram corpos de manifestantes no Centro Médico Forense de Kahrizak, em Teerã, a capital iraniana.


A bordo do Air Force One, Trump disse a jornalistas que “os líderes do Irã ligaram ontem. Uma reunião está sendo organizada. Eles querem negociar”. O presidente, no entanto, afirmou que os Estados Unidos “talvez tenham de agir antes de uma reunião”.


O The Wall Street Journal informou que membros do governo de Trump vão discutir a situação no Irã nesta terça-feira, 13. Entre as medidas possíveis estão a aplicação de mais sanções aos membros do governo iraniano, o uso de “armas cibernéticas” contra alvos militares iranianos e até bombardeios.


Outra proposta é enviar ao Irã terminais da Starlink, empresa de satélites de Elon Musk que presta serviços ao governo dos EUA. Com isso, os manifestantes conseguiriam driblar o bloqueio de internet imposto pelo regime.


Os atos começaram como protesto contra a alta do custo de vida e a política econômica, mas, logo passaram a questionar diretamente o regime teocrático vigente desde 1979. Em resposta, a ditadura reprimiu os protestos com violência e bloqueou a internet no país. Porém, mesmo com o bloqueio cibernético, dezenas de vídeos que mostram grandes manifestações em Teerã e outras cidades do país foram divulgados nas redes sociais.


Desde o início da repressão violenta, o governo dos EUA tem alertado o Irã que poderia intervir e adotar ações contra o regime iraniano.


O Centro para os Direitos Humanos no Irã, com sede nos Estados Unidos, relatou ter recebido informações confiáveis de que centenas de manifestantes foram mortos durante a repressão. “Um massacre está em andamento”, afirmou a entidade, conforme divulgado pelo grupo.


Já a Iran Human Rights, organização sediada na Noruega, confirmou 192 mortes, mas ressaltou que o total real pode ser ainda maior. “Relatos não verificados indicam que várias centenas — e, segundo algumas fontes, mais de 2 mil pessoas — podem ter sido mortas”, disse a entidade.


Segundo a Iran Human Rights, o número de manifestantes detidos desde o início dos protestos já ultrapassa 2.600 pessoas em todo o país.



Créditos: Revista Oeste


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