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Em meio a incertezas do cenário eleitoral, PT estadual adia data de apoio oficial ao prefeito João Campos

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 12 de mar.
  • 2 min de leitura

A informação sobre o adiamento foi confirmada com duas lideranças do Partido dos Trabalhadores


O prefeito João Campos solicitou ao PT uma resposta oficial sobre o apoio do partido a sua candidatura ao Governo antes do dia 04 de abril, quando encerra o prazo da janela partidária. Nos corredores do partido a interpretação foi a de que o prefeito se sentiria com isso mais confortável para renunciar ao seu mandato no próprio dia 04 para  concorrer às eleições de outubro. A oficialização ficou, então, marcada para o dia 28 deste mês, mas ontem o próprio PT adiou sua decisão e uma nova data ainda não foi fixada.                 


A informação sobre o adiamento foi confirmada com duas importantes lideranças do Partido dos Trabalhadores. Uma dessas lideranças disse que o quadro está muito confuso, não só em Pernambuco, mas em todo o país, e que está difícil ter clareza sobre a montagem das chapas majoritárias nesse momento, sendo prudente aguardar um pouco mais. Indagada se a resposta seria dada no dia 04 de abril, a fonte esclareceu: “pode ser que o partido precise de um pouco mais de tempo”.                


Antes da nova decisão ser comunicada ao prefeito do Recife, o PT ouviu suas principais lideranças e também militantes. Apesar de alguns terem optado pela antecipação, a maioria concordou com o adiamento. Na verdade, pelo que se viu em Pernambuco nos últimos dias, é impossível saber como vai ficar, finalmente, a composição das chapas majoritárias.


A divulgação dos nomes do deputado federal Eduardo da Fonte para o Senado e do deputado estadual Antonio Coelho para vice de João Campos causou um enorme rebuliço, com potencial para consequências políticas sérias.               


Além da pré-rebelião no PP com deputados dispostos a sair do partido, caso a legenda apoie o PSB, o deputado federal Mendonça Filho e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, ambos do União Brasil, que está formando uma Federação com o PP, reagiram de imediato.


Miguel disse que é candidato ao Senado, não aceita o uso do nome do irmão Antonio para vaga de vice e nem concorda com o nome de Dudu como candidato da Federação. Mendonça foi adiante e provocou a própria Federação a se pronunciar o quanto antes sobre o quadro em Pernambuco.


Segundo Mendonça, o estatuto da fedração estabelece que havendo divergência entre os partidos nos estados, como está acontecendo em Pernambuco, quem resolve a situação é a nacional e não  a direção estadual, como vem afirmando Eduardo da Fonte.



Créditos: Blog Dellas

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