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Eleição acirrada faz Lula e Flávio apostarem em propaganda na TV e abre guerra por apoio do centrão

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • há 23 horas
  • 3 min de leitura

Integrantes das duas campanhas avaliam que a propaganda nas emissoras ainda terá papel importante


Na contramão do senso comum de que a publicidade na TV e rádio se tornou pouco relevante nas eleições, as campanhas do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apostam na propaganda oficial nesses veículos como um dos pontos centrais da disputa. Por isso, atuam para fortalecer suas coligações -o apoio de partidos grandes aumenta o tempo de televisão do candidato- para ganhar vantagem sobre o adversário nesses canais.


Integrantes das duas campanhas avaliam que a propaganda nessas emissoras ainda terá papel importante por causa do público atingido pela TV aberta, com renda de até dois salários mínimos. É o eleitorado em que Lula é mais forte. Já o rádio também pode ajudar ao atingir os rincões do país.


Numa disputa que se desenha apertadíssima, a estratégia é não apostar tudo nas redes sociais e obter um número maior de inserções na TV e rádio tanto para fortalecer sentimentos positivos em relação ao candidato e apresentar suas propostas como para desconstruir a imagem do adversário e aumentar a rejeição junto a segmentos-chave do eleitorado.


É com base nessa estratégia que Flávio tem procurado os partidos do centrão para firmar uma aliança, em especial a federação entre União Brasil e PP e também o Republicanos. Já Lula sabe que essas siglas não vão aderir à sua coligação, mas atua para conquistar apoio em determinados estados, rachá-las e evitar que ingressem formalmente na chapa de seu principal adversário.


Se ficar isolado, com apoio apenas do PL, Flávio terá menos tempo de propaganda do que Lula no primeiro turno: 49% ficará com o petista e 35% com ele. Além das inserções ao longo da programação, também proporcionais ao tamanho da coligação, o presidente teria direito a 5 minutos e 44 segundos do programa diário e Flávio ficaria com 4min35s.


O candidato do PSD, seja Ronaldo Caiado ou Eduardo Leite, ficaria com apenas 1 minuto e 34 segundos.. Nesta 2ª feira (30) a sigla irá anunciar o nome do pré-candidato a presidente . O anúncio será feito às 15h, na sede do partido, em São Paulo.


Segundo o ex-governador de Santa Catarina, Jorge Bornhausen (PSD), o conselho de escolha do partido já definiu o goiano como o representante do PSD para a Presidência. A decisão teria sido tomada na 2ª feira (23), assim que Ratinho Junior anunciou a desistência.


Se Flávio conseguir o apoio de União Brasil, PP e Republicanos, terá quase o dobro de publicidade e inserções diárias em relação a Lula, com 57% da propaganda contra 32% do petista. Seria uma coligação maior do que a de quando seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disputou a reeleição, e lhe daria uma estrutura robusta na TV e rádio.


A aliança com o centrão daria ao presidenciável do PL 7 minutos e 5 segundos do programa eleitoral diário para disseminar suas ideias e desconstruir a gestão do adversário. Já o presidente teria 3 minutos e 51 segundos para apresentar suas propostas, rebater as críticas e contra-atacar.


Outros pré-candidatos, como o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o ex-deputado Aldo Rebelo (DC) e o ativista político Renan Santos (Missão), não terão direito a propaganda, já que suas legendas não elegeram deputados federais suficientes na eleição passada.


Lula também tenta ampliar seu arco de alianças e tempo de propaganda eleitoral ao buscar o MDB para sua coligação com a oferta da vaga de vice-presidente. Mais da metade dos diretórios estaduais do MDB, porém, assinou manifesto a favor da neutralidade na eleição, para barrar o movimento do grupo do Norte e Nordeste a favor do petista.


O cálculo vale apenas para o primeiro turno da eleição, quando a divisão da propaganda considera o tamanho dos apoios de cada candidato. Na segunda etapa, os dois candidatos que passarem dividem o tempo de forma igualitária, com 50% para cada candidatura, independentemente da quantidade de partidos em suas coligações.



Crédtios: Folha SP e Poder360

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