Eduardo da Fonte só pretende definir em qual palanque subirá após o fim da janela partidária
- Jason Lagos
- há 21 horas
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O que se tinha como pacífico até pouco tempo era a certeza de que o PP marcharia com Raquel Lyra
O Partido Progressista, comandado pelo deputado federal Eduardo da Fonte, tornou-se a bola da vez no emaranhado político em que se transformou a eleição para o Senado em Pernambuco.
Prestes a ver sua bancada na Assembleia Legislativa de Pernambuco passar de 8 para 11 deputados, após a janela partidária, a legenda virou motivo de disputa entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito João Campos (PSB), ainda mais pelo fato de que uma federação está para ser sacramentada entre a legenda e o União Brasil.
O novo conglomerado político será comandado por Eduardo da Fonte em Pernambuco, com grande tempo de televisão e expressiva soma de fundo eleitoral.
O que se tinha como pacífico até pouco tempo, que era a certeza de que o PP marcharia com a governadora Raquel Lyra, uma vez que está na base do seu governo desde 2023, ocupando expressivos espaços na máquina estadual, acabou desnudado nas duas últimas semanas, quando o prefeito João Campos revelou, em reuniões com lideranças do PT no Recife e em Brasília, que o companheiro do senador Humberto Costa (PT) em sua chapa para o Senado será o deputado Eduardo da Fonte.
Até agora o deputado não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, ao passo que deputados estaduais progressistas garantem que ele não tem demonstrado interesse em mudar de lado.
Entretanto, circula nos corredores do Palácio Capibaribe e do Palácio do Campo das Princesas a informação de que, antes que qualquer comentário surgisse a esse respeito, o próprio Dudu da Fonte teria citado à governadora seu desejo de disputar o Senado no mesmo palanque de Humberto. Mais: ele teria sugerido a Raquel que fizesse uma aliança com o PT, mesmo sabendo do acordo PSB/PT.
“Eduardo morre de medo de ficar sem mandato e está buscando uma forma de concorrer com menor risco”, disse esta semana um deputado estadual da base governista, alegando que ele estaria convencido de que, ao lado de Humberto, conseguiria votos à esquerda suficientes para superar os demais concorrentes com a soma de sufrágios que acredita ter condições de ir buscar na direita e no centro.
Esse mesmo deputado afirmou que “a governadora tem razão suficiente para estar desconfiada de que Eduardo da Fonte está mesmo entendido com João Campos”.
O parlamentar citou ainda o fato de que Dudu da Fonte só deseja declarar se será candidato ao Senado, como informou ao próprio Palácio, após o dia 04 de abril, quando encerra a janela partidária e ninguém vai poder mais mudar de partido.
Um episódio recente acentuou a desconfiança do Palácio com Eduardo da Fonte. O líder do PP resitiu até a última hora a liberar uma nota do partido de apoio à reeleição de Raquel Lyra, só o fazendo no final da tarde por pressão dos parlamentares e dos prefeitos.
Apesar de (ainda) negar que vá sair da base da governadora Raquel Lyra, Dudu da Fonte, tampouco tem ido ao Palácio, e há muito não participa de agendas oficiais, embora todo início ou final de semana divulgue visitas a hospitais públicos, acompanhado apenas do filho Lula da Fonte, também deputado federal.
Créditos: Blog Dellas



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