Eduardo da Fonte reafirma que decisão do PP sobre majoritária só será divulgada após 04 de abril
- Jason Lagos
- 16 de mar.
- 3 min de leitura

Aliados de Raquel Lyra avaliam que Dudu da Fonte pode deixar a base do governo nos próximos dias
Pré-candidato ao Senado, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) retrucou os reveses recebidos nos últimos dias, quando aumentaram os burburinhos de que ocupará uma das duas vagas à Casa Alta, na provável chapa encabeçada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Parlamentares e prefeitos da legenda reagiram, reforçando apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). Aos insatisfeitos, Dudu avisou que vai responder ao que chamou de “especulações” com trabalho.
“Não posso pedir a ninguém que faça o que acha ruim, é uma decisão de cada um. Mas eu vou trabalhar e movimentar a política de Pernambuco, fazendo grandes filiações e trazendo pautas propositivas para o nosso Estado.”
Sem pressa, o presidente estadual do PP reafirmou que a majoritária só deve ser decidida após o dia 4 de abril: “É um calendário do TSE. Ninguém pode mudar", afirmou.
“Não se está tratando com um partido nanico, nem com quem não tem retaguarda nacional. Eu sou a nacional do meu partido também”, acrescentou.
Aliados da governadora Raquel Lyra avaliam, nos bastidores, que Dudu da Fonte pode deixar a base do governo estadual nos próximos dias. A definição dependeria das composições partidárias até o fim da janela de filiações, em 3 de abril.
Segundo relatos reservados de integrantes do entorno da governadora, o Palácio do Campo das Princesas já considera a possibilidade de saída do grupo político do parlamentar do governo.
Desde o apoio declarado à governadora no segundo turno das eleições de 2022, o partido passou a comandar o Porto do Recife, a LAFEPE, a Secretaria de Turismo e Lazer e a Arena de Pernambuco. Na Assembleia Legislativa, a legenda também integra a base governista e figura como a maior bancada.
Parlamentares ouvidos reservadamente afirmam que podem deixar o partido caso a aproximação de Eduardo da Fonte João Campos avance. “Vai ficar esvaziado”, avaliou um deputado estadual sob condição de anonimato.
Nos bastidores, também se comenta que a filiação da deputada estadual Delegada Gleide Ângelo ao PP, deixando o PSB, confirmada na quinta (12), seria uma tentativa de reforçar a bancada da legenda e manter interlocução com João.
Enquanto isso, aliados da governadora acompanham também as conversas em andamento entre Raquel Lyra e a ex-deputada federal Marília Arraes.
Interlocutores avaliam que uma eventual composição que reúna Marília - um nome mais à esquerda - poderia ampliar o alcance eleitoral da governadora. “É muito positiva para Raquel essa aproximação”, afirmou um integrante da base governista.
Adversárias em 2022 quando a eleição, do começo ao fim, foi protagonizada pelas mulheres levando Pernambuco, pela primeira vez, a dar vitória nas urnas a três delas - Raquel como governadora, Priscila Krause como vice e Teresa Leitão como senadora – se a aliança entre a governadora e Marília se concretizar, a eleição deste ano pode ter, ainda mais, a predominância das mulheres.
Até agora a presença feminina está restrita ao palanque da governadora, que disputará a reeleição, mas, pelo que ela tem dito permanentemente em entrevistas e posicionamentos na Região Metropolitana e no interior, se depender de sua vontade o número poderá crescer.
“Sou a primeira mulher a governar Pernambuco mas não desejo ser a última”, afirmou, no dia 05 deste mês em solenidade comemorativa da Data Magna, no Museu Cais do Sertão.
Créditos: Folha PE, jamildo.com e JC Online



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