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Eduardo Bolsonaro pede ao PL para testar Flávio e Júlia Zanatta em pesquisa

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 16 de jun.
  • 2 min de leitura

A parlamentar catarinense é considerada uma das principais vozes do campo conservador no Congresso


O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez mais uma ofensiva para tentar emplacar o nome da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) em uma possível chapa com seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na disputa pela Presidência da República.


Eduardo pediu ao PL que teste o nome da parlamentar em pesquisas, após levantamentos em redes sociais indicarem que Zanatta tem bom desempenho entre a ala mais bolsonarista do partido.


Parte do grupo que apoia Flávio avalia que o senador tem adotado posições mais próximas do centro político e defende manifestações mais enfáticas em torno de pautas historicamente associadas à direita.


A parlamentar catarinense é considerada uma das principais vozes do campo conservador no Congresso Nacional. Defensora de bandeiras como a ampliação do acesso a armas de fogo e a regulamentação da educação domiciliar, ela também esteve no centro de embates recentes na Câmara dos Deputados durante as discussões sobre o fim da escala de trabalho 6×1.


Dirigentes do PL afirmam que a ofensiva de Eduardo não foi combinada com a cúpula da legenda e segue sendo tratada como uma iniciativa individual.


Nos bastidores, há consenso de que a presença de uma mulher na chapa pode contribuir para reduzir resistências entre eleitoras e melhorar a interlocução com segmentos onde o bolsonarismo enfrenta maiores dificuldades.


A avaliação, porém, é que a definição da vice dependerá principalmente da capacidade de agregar apoios fora do eleitorado já identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro.


É nesse ponto que surgem as ressalvas em relação a Zanatta. Embora seja considerada uma das vozes mais alinhadas ao bolsonarismo no Congresso e mantenha forte identificação com a base mais fiel do movimento, integrantes do partido avaliam que sua indicação teria alcance limitado junto a eleitores de centro, ao empresariado e a setores menos engajados ideologicamente.


Enquanto isso, outros nomes continuam sendo discutidos internamente. Entre eles, o da senadora Tereza Cristina, que segue sendo vista por dirigentes do PL como uma opção com potencial de ampliar pontes com o agronegócio e setores produtivos.


Ex-ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, Tereza Cristina é considerada uma figura de perfil mais moderado e com trânsito em diferentes grupos políticos. Aliados de Flávio avaliam que ela poderia ajudar a expandir a candidatura para além do núcleo tradicional da direita.


A expectativa dentro do PL é que a definição leve em conta tanto a capacidade de mobilizar a militância quanto o potencial de atrair novos segmentos eleitorais em uma disputa que tende a permanecer polarizada.


A chapa do senador Flávio Bolsonaro ao Planalto será oficializada na convenção nacional da legenda, marcada para 25 de julho, em São Paulo.



Créditos: Metrópoles e InfoMoney

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