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Depoimento de diretor do BC complica banqueiros Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 31 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Daniel Vorcaro (foto) e Costa foram questionados sobre a postura do BC no processo de liquidação


O depoimento prestado pelo diretor do BC (Banco Central) Ailton de Aquino nesta terça-feira complica a situação dos banqueiros Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, do BRB (Banco de Brasília).


Ambos são investigados por fraudes financeiras bilionárias envolvendo a formação de uma carteira de crédito falsa para a operação de venda do Master para o BRB. O BC identificou o problema e decretou a liquidação do banco privado.


Fontes a par do inquérito avaliam que a participação de Aquino como "extremamente valiosa" com detalhes que deixam Vorcaro e Costa "em maus lençóis". Prova disso foi que apenas os banqueiros seguiram para a acareação, enquanto o diretor do BC foi dispensado.


A fala de Aquino foi descrita por interlocutores do STF (Supremo Tribunal Federal) como "útil, precisa, didática e detalhada", ao passo que os depoimentos de Vorcaro e Costa foram considerados "erráticos e contraditórios".


Cada banqueiro depôs por cerca de duas horas e meia, enquanto Aquino falou por aproximadamente uma hora e 20 minutos. Em seguida, o juiz auxiliar do ministro Dias Toffoli, relator da apuração no STF, liberou o diretor do BC.


Em comum acordo, o magistrado e a delegada Janaína Palazzo, que conduziu os depoimentos, deliberaram pela necessidade de que os banqueiros fossem submetidos à acareação. O procedimento levou em torno de 40 minutos.


Vorcaro e Costa foram questionados sobre a postura do BC no processo de liquidação, especialmente no que diz respeito ao tempo transcorrido entre os primeiros indícios de fraude e a liquidação em si.


A delegada recebeu sugestões de perguntas do gabinete de Toffoli, mas também elaborou os seus próprios questionamentos. Um representante da PGR (Procuradoria-Geral da República) também acompanhou as diligências.


Advogados de defesa e a equipe do ministro Dias Toffoli teriam protagonizado um bate-boca antes do início dos depoimentos.


O clima de tensão, que já era grande na expectativa das oitivas, foi intensificado por uma discussão sobre qual seria o rito dos depoimentos e da possibilidade de uma acareação determinada por Toffoli.


A discussão também teria acontecido em função dos questionamentos que Dias Toffoli encaminhou para serem feitos aos depoentes. A delegada da PF teria que fazer suas próprias perguntas e, em seguida, as do ministro do STF, que não está em Brasília e encaminhou as perguntas pelo juiz auxiliar que acompanha o processo.


Um representante da PGR (Procuradoria-Geral da República) e um juiz auxiliar do gabinete de Toffoli acompanham a PF durante os depoimentos, colhidos separadamente.



Créditos: CNN Brasil

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