Denúncia sobre investigação da Polícia Civil leva deputados estaduais a abandonar recesso
- Jason Lagos
- há 1 dia
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O secretário da SDS, Alessandro Carvalho, garantiu que o trabalho investigativo ocorreu de forma regular
Os deputados estaduais pernambucanos que quase não se reuniram durante o recesso, apesar da convocação extraordinária da governadora Raquel Lyra, saíram da letargia política esta segunda-feira para se manifestar em vídeos e notas sobre sobre a investigação conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) que envolve o secretário municipal de Articulação Política, Gustavo Monteiro.
Da líder do Governo na Assembleia, deputada Socorro Pimentel (União Brasil), ao líder da Oposição, deputado Cayo Albino (PSB) passando pelo presidente da casa, deputado Álvaro Porto, todos fizeram questão de se manifestar sobre a investigação feita pela Polícia Civil de agosto a outubro de 2025 envolvendo Gustavo Monteiro, denunciado, anonimamente, de estar utilizando um veículo alugado pela PCR para recebimento de propina.
Arquivada em outubro por falta de provas, a investigação foi exposta por reportagem da TV Record acusando a governadora de perseguição a adversários políticos.
Às 11 horas, em entrevista coletiva, o secretário de desenvolvimento social, Alessandro Carvalho afirmou que ele mesmo mandou investigar, como faz com todas as denúncias, mesmo anônimas, que tratem de assuntos sérios, como foi o caso.
O secretário alegou que a Polícia tem amparo legal para fazer investigação e anunciou que estava abrindo um novo processo investigativo para descobrir que membro da Inteligência policial havia vazado até diálogos via whatsapp dos policiais envolvidos na operação.
Na sua opinião, isso sim é crime e já apontou um possível autor, um agente que foi afastado em novembro do setor de inteligência ao ser flagrado em encontro com o presidente da Câmara de Ipojuca, hoje preso, suspeito de desvio de R$ 41 milhões. O mesmo agente fez parte do grupo que investigou o secretário.
O assunto foi amplamente divulgado nas redes sociais, com deputados que apoiam a governadora Raquel Lyra saindo em defesa da Policia Civil e os oposicionistas ligando a denúncia até ao filme O Agente Secreto, como fez em artigo o deputado Waldemar Borges (MDB), dizendo que, como na época da ditadura, o governo perseguia adversários, e classificando como ilegal o processo investigativo.
O bate-boca acabou sobrando para os deputados Álvaro Porto (PSDB) e Dani Portela (PSOL) que viram requentada nas redes, pelo jornalista Manoel Medeiros, o fato da Alepe ter feito uma investigação, segundo ele, ilegal ,contra o mesmo, que fizera uma denúncia anônima sobre a deputada e acabou tendo sua imagem, feita pela polícia legislativa, exibida na TV Globo e em blogs, ao arrepio da lei.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), se pronunciou na noite desta segunda-feira (26), através de video no seu perfil do instagram, sobre a investigação. Ele afirmou que está sendo perseguido desde 2024 e que não tolera corrupção.
Créditos: Blog Dellas




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