Democratas impõem derrota a Trump e consolidam maioria na Câmara e no Senado

A eleição ocorre no momento de maior desgaste da gestão do presidente republicano Donald Trump
Os Estados Unidos começaram a apuração de votos das eleições de meio de mandato, que vão definir a nova composição da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. As primeiras urnas começaram a ser fechadas às 20h, no horário de Brasília.
Os democratas conseguiram maioria na disputa pelas cadeiras tanto do Senado quanto da Câmara.
No Senado, as projeções apontam 54 cadeiras ocupadas pelos democratas, contra 44 dos republicanos, até o momento. Já na Câmara, que será totalmente renovada, a diferença está em 220 a 136 para os democratas.
Nos governos estaduais, até o momento são 27 democratas e 20 republicanos.
O resultado começou a sair na noite desta terça-feira (3), mas a conclusão pode levar dias. Nas midterms de 2022 e de 2024, o controle da Câmara só foi definido após oito dias de apuração.
A eleição ocorre no momento de maior desgaste da administração do presidente republicano Donald Trump, marcado pela queda na aprovação devido ao prolongamento da guerra contra o Irã e pelo aumento do custo de vida.
No ciclo eleitoral de meio de mandato de 2026, estão em disputa 35 cadeiras no Senado, 36 cargos de governador e todas as 435 cadeiras na Câmara dos Representantes. Há também diversas propostas submetidas à votação popular em todo o país, abrangendo temas que vão desde a administração eleitoral até o acesso ao aborto.
As eleições de meio de mandato, chamadas midterms, acontecem dois anos depois da eleição presidencial. Os americanos não escolhem um novo presidente: votam para renovar o Congresso, formado pelo Senado e pela Câmara dos Representantes. Hoje, os republicanos controlam as duas casas. No Senado, são 53 republicanos, 45 democratas e 2 independentes alinhados aos democratas.
Cada estado elege dois senadores, com mandatos de seis anos. As cadeiras são divididas em três classes, renovadas em eleições alternadas a cada dois anos. Em 2026, há 33 eleições regulares e duas especiais (Flórida e Ohio). Assim, 35 mandatos estão em disputa; outros 65 continuam. Os republicanos defendem 22 cadeiras e os democratas, 13. Para obter maioria de 51, os democratas precisam ganhar um saldo de quatro cadeiras.
A Câmara dos Representantes tem 435 cadeiras com direito a voto, distribuídas entre os estados conforme a população. Cada deputado representa um distrito eleitoral e cumpre mandato de dois anos. Na composição de 26 de outubro de 2026: 218 republicanos, 214 democratas, 1 independente e 2 cadeiras vagas. Para controlar a Câmara completa, um partido precisa conquistar pelo menos 218 assentos.
Na véspera da votação, Trump intensificou a mobilização de eleitores para tentar preservar a maioria republicana no Congresso. Em discurso de aproximadamente 50 minutos no espelho-d’água do Lincoln Memorial, em Washington, na segunda-feira (2), o presidente classificou o pleito como o mais importante de suas vidas e voltou a atacar os democratas.
O republicano também acusou os adversários de defenderem fronteiras abertas, aumento de impostos, restrições ao porte de armas e políticas que, segundo ele, elevariam os custos de energia e ampliariam a imigração.
Diante dos resultados adversos na apuração, Donald Trump firmou que não vê as derrotas do Partido Republicano nas eleições de Meio de Mandato como uma rejeição à sua presidência.
“Tivemos os dois melhores anos na história da presidência em termos de economia, em termos de tudo o que realizamos”, declarou.
Ao ser questionado sobre qual seria sua mensagem final ao povo americano, o presidente parabenizou o partido adversário.
“Bem, digo o seguinte: parabéns aos democratas”, declarou Trump. “Eles fizeram um bom trabalho. Estavam buscando isso há 11 anos e, finalmente, conseguiram”.
Mais cedo, Trump atribuiu as derrotas aos próprios candidatos republicanos que ele apoiou. Ele afirmou que alguns deles “lutaram contra mim” e não conseguiram inspirar sua base a comparecer às urnas.
Créditos: Metrópoles e CNN




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