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Compadre Neto deixa como marca na política santa-cruzense a música Melô do Tibúrcio, a "Lambadinha"

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 22 de mai. de 2023
  • 2 min de leitura

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O veterano comunicador Compadre Neto, falecido no sábado passado (20) aos 74 anos, e que fez história no rádio santa-cruzense, deixou como marca principal em nossa agitada política a música Melô do Tirbúrcio, lançada pelo grupo Os Populares de Igarapé-Miri no ano de 1981.


Na campanha eleitoral de 1982, na qual enfrentaram-se nas urnas Augustinho Rufino e Severino Monteiro, a música passou a animar os comícios do grupo Boca-Preta. Hoje em dia é utilizada por todos os grupos políticos locais, havendo o seu uso político se espalhado por todo o Nordeste e por outras regiões do país.


No dia 25/10/2015, Compadre Neto foi entrevistado pelo programa Direto ao Ponto (foto acima), transmitido pela Rádio Comunidade, emissora na qual ele atuou, apresentando os programas Seresta em FM e Canta, Luiz!


Aos jornalistas Gilberto Silva e Geraldo Moura, o entrevistado relatou que deu os primeiros passos na vida de comunicador meio que por acaso. “Ia pra Rádio Nacional no domingo pela manhã. Edvaldo, meu irmão, passou 40 anos em Brasília cantando forró e era muito conhecido no meio artístico. Certo dia faltou um locutor e me chamaram. Fui e fiz o programa, no outro dia os colegas da construção diziam que (eu) era um artista”.


A vinda para Santa Cruz do Capibaribe se deu no ano de 1973, aos 25 anos de idade, tendo aqui se tornado sulanqueiro e um dos primeiros a fazer locução de carro de som nas campanhas políticas. Também fazia propaganda para lojas e eventos na cidade, especialmente as festas do Novo Clube, do já falecido Pedrinho Laurentino.


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Enquanto Compadre Neto era a voz oficial das campanhas do grupo Boca-Preta, o lado adversário, conhecido como grupo Cabecinha, tinha Francisco Amaral (foto), também já falecido, como puxador. A relação entre os dois famosos locutores sempre foi cordial, apesar de atuarem em lados políticos diferentes. As acirradas disputas políticas nunca impediu que os comunicadores concorrentes tivessem uma relação pessoal amigável.


“Naquele tempo não tinha toca fita, gravador, cd... era toca disco ligado na bateria do carro, que era uma rural com 4 difusoras. E a gente parava os carros no cruzamento, tomava uma cervejinha e conversava sobre quantas pessoas tinham em cada passeata. Depois voltava novamente a fazer as locuções”, declarou Compadre Neto, na entrevista concedida ao programa Direto ao Ponto.


A história do rádio na Capital da Sulanca já começou com o Compadre Neto entre os seus principais quadros, precisamente no ano de 1985, quando foi inaugurada a Rádio Vale do Capibaribe, emissora na qual atuou por 25 anos, apresentando o programa Desperta Nordeste.


Além de radialista, Compadre Neto foi instrumentista, poeta, declamador, compositor e produtor musical. Como músico, chegou a acompanhar o famoso tocador de oito baixos, Abdias, e também a cantora Marinês, tocando melê, instrumento de percussão.


A sua inserção no meio musical influenciou os filhos. Três dos cinco ingressaram no cenário artístico e formaram a Banda Força Jovem, nominada posteriormente como Sinal Vermelho e, por fim, Banda Saara.


A banda Os Populares de Igarapé-Miri, conhecida localmente graças ao Compadre Neto, foi pioneira no gênero lambada, tendo gravado o primeiro disco com esse ritmo no ano de 1971. Até então, a banda apresentava uma fusão de ritmos dançantes como Carimbó, Merengue, Cúmbia e Boleros.


Clique no arquivo abaixo e ouça a música Melô do Tibúrcio (a Lambadinha) em sua gravação original.



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