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CEO da Quaest afirma que a eleição em Pernambuco tem tudo para ser resolvida no primeiro turno

  • Foto do escritor: Jason Lagos
    Jason Lagos
  • 29 de abr.
  • 2 min de leitura

A pesquisa da Quaest mostra João Campos (PSB) com 42% e a governadora Raquel Lyra (PSD) com 34%


Felipe Nunes, CEO da Quaest, debruçou sobre os dados mais recentes da pesquisa Genial/Quaest em Pernambuco, divulgados nesta terça-feira (28), que indica uma disputa concentrada entre dois polos e com sinais de definição mais avançada do eleitorado.


Ele avaliou o cenário em uma thread no X (antigo Twitter). A pesquisa coloca o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), na liderança, com 42%, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 34%. Há ainda 11% de indecisos.


Para Nunes, trata-se de uma eleição polarizada e, ao mesmo tempo, com espaço para definição já no primeiro turno, diante do baixo desempenho dos demais pré-candidatos. “A eleição é aberta e tem tudo pra ser resolvida no 1º turno já que os outros candidatos pontuam muito pouco”, afirmou.


O cientista político destaca que Pernambuco apresenta um nível de decisão do voto superior ao observado em outros estados. De acordo com o levantamento, 56% dos eleitores dizem já ter escolhido em quem votar.


Embora os dois principais nomes tenham grau semelhante de conhecimento entre o eleitorado, a vantagem de João Campos, segundo Nunes, está associada ao maior potencial de voto e menor rejeição. O ex-prefeito tem potencial de 58%, contra 53% da governadora, além de rejeição de 28%, frente a 37% de Raquel Lyra.


A aprovação do governo subiu de 51% para 62%, enquanto a desaprovação recuou de 45% para 35%. Esse avanço também alterou a percepção sobre a reeleição: em agosto de 2025, 54% avaliavam que Raquel não merecia novo mandato


Outro fator destacado na análise é o peso das alianças nacionais. Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados acreditam que João Campos será o candidato apoiado pelo presidente Lula, enquanto 12% associam esse apoio à governadora. No campo ligado ao expresidente Jair Bolsonaro, 76% afirmam não saber quem representará esse segmento na disputa estadual, até agora sem pré-candidato.


Para Felipe Nunes, essa variável tende a influenciar o comportamento do eleitor. A pesquisa mostra que 47% preferem um governador alinhado a Lula, 17% optam por um nome ligado a Bolsonaro e 30% defendem uma candidatura independente da polarização nacional.



Créditos: jamildo.com

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